Seguiram-se dias fúnebres. O garoto prometeu não virar o rosto para o outro
lado da sala, mas em vão. Ela não estava lá. E, no resto da semana, ficou
distante, apática. Os colegas notavam. Ela costumava ser tão alegre.
Chegou o domingo. Plínio terminava de almoçar quando tocou o telefone.
– Oi, Plínio.
Ele aguardava essa voz, fantasiava nas palavras que viriam, sabia exatamente
o que responder. Mas gelou.

