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30 de novembro de 2014

Poesia: O encantamento da segurança

Na primeira vez em que o senti em mim,
soube que poderia ser segura junto a ele.
E tive medo. 
Tive medo da segurança 
jamais antes experimentada,
sequer nomeada,
tive medo
porque ela parecia tão próxima,
à revelia de qualquer precaução.


Tive medo porque me permitia
fazer-me indefesa junto a ele,
tive medo porque um movimento
mais brusco seu me partiria.


Meu coração palpitava sem ritmo,
cindida que estava, entre a segurança
com que sua presença me envolvia
e o rastro do passado que me impregnava.


29 de setembro de 2014

Poesia: Ser Alguém


A esperança é a última
mas nada mais resta
a não ser a lástima
que entra pela fresta

Da janela aberta
eu sinto a brisa
e a descoberta
de nova vida

Vos encontrei
bravos soldados
Não vosso rei
porém vosso amado

Por: Gustavo Pitanga

15 de agosto de 2014

Poesia: Borboleta Menina


Sou Borboleta Menina 
Entre bonecas e diários eu vou 
Pousando de flor em flor 
Sou Borboleta Menina 
Procurando perigo 
Sem saber o que é a dor
Então te vi 
Pousei em teus abraços 
Cai no teu laço embaraço 
Tornei-me Borboleta Mulher 
Sou Borboleta Mulher 
Na plenitude de sentimentos vivi 
No mais alto céu voei 
Para depois cair 
No meio de dores e lágrimas, 
Tristeza e cansaço 
No abandono me vi 
Sou Borboleta Ferida 
Que mais me falta ter na vida? 
Nada, minha amiga, 
Só lhe falta morrer.

Por: Jackelline Costa

12 de agosto de 2014

Poesia: Tempos de Exílio


Primeira noite de exílio 
Mal sinto 
Mas mal me sinto 
Digo bem 
Mal minto 
E, mais além 
Em outro recinto 
Sinto alguém 
Sinto você 
E me sinto bem 
Mesmo sem ser 

Segunda noite de exílio 
Agora, conformado 
Expresso rancor ao destino 
Que tem me separado 
Antes em corpo, depois espírito 
Embora tenha encontrado 
Teu sorriso contido 
Estou desamparado 
Por não estar contigo 
Amanhã, terceira lua 
Talvez não escreva devaneio 
Pois não mais nesta rua 
Estou em meio 

Terceira noite de exílio 
Escrevo mal, pela fadiga 
Não que o que eu digo 
Seja o que ninguém mais diga 
Perdi-me na estrada 
E lá me encontrei 
Com a risada 
E amigos de rei 
Agora que volto 
Me vejo vassalo 
Do tigre desgarrado 
Pela tigresa de mogno 

Quarta noite de exílio 
E pra falar a verdade 
Escrevo por compromisso 
Não por vontade 
Compromisso para com a amada 
E com a verdade 
Perder-me-ei na estrada 
Mas agora voltarei tarde 
Mais do que década 
E já tenho saudade 

Quinta noite de exílio 
E que dia mais normal 
Sequer houve domínio 
Entre bem e mal 
Entre bom e mau 
Não posso descrever 
Aquilo que não senti 
Mas como já se pode ver 
Um dia de exílio perdi 

Sexta noite de exílio 
Cada vez menos escrevo 
Já não lembro teu sorriso 
E meu humor já está negro 
Mas quando penso em você sem imagem, 
Por esquecimento 
Volto a viver 
E a ter sentimento 
Não tenho energia 
Em meu corpo leve 
Pois minha alma morta 
Quer que eu a carregue 

Sétima noite de exílio 
Sinto a solidão 
Quando me sinto sozinho 
Me aperta o coração 
Não me estendo 
Por irremediabilidade 
Mas ainda não entendo 
Como me livrar da saudade 

Oitava noite de exílio 
Passada a mal passada noite 
Escrevo em domínio 
Da luz e da sorte 
Cada vez maior 
É o desânimo de escrita 
Por falta de amor 
E de minha querida 

Nona noite 
Não mais de exílio 
Sinto meu corte 
Que se chama sorriso 
Por poder conectar 
E ser conectado 
Poder amar 
E por ela ser amado

Por: Gustavo Pitanga

30 de julho de 2014

Poesia: Vida em Palavras


 (Para Lucimara Viegas, cujo pensamento inspirou tais versos) 

A vida por nós é feita 
 A cada dia construída
 Pode não ser perfeita 
Mas é essa a nossa vida 

 Nada é imutável
 A saudade tampouco 
Também é variável 
 Felicidade custo louco 

 Palavras de ódio
 E de amor são parecidas
 Assim como a dor 
Pelo amor é refletida 

Ninguém é perfeito 
E nem é preciso ser 
Se com o respeito 
A força pode perecer

 Personalidade
 É somente
 A verdade 
Que todo dia mente 

Assim mudamos 
Crescemos e aprendemos 
D'aquilo que amamos
 Jamais nos perderemos

Por: Gustavo Pitanga

Poesia: Dias Escuros


O dia acaba 
 Mas a noite não chega 
 O céu desaba
 Em chuva negra 

A vida sem sentido 
Se ressentido é o ser 
A noite finda
 Pra jamais o sol nascer

Por: Gustavo Pitanga

23 de julho de 2014

Poesia: Estações


 Dias triste estou vivendo, 
(Longe de ti) 
É chegada a hora de partir,
(Para perto de ti) 
Muitas vezes disse o que sinto, 
(Por você, em frente ao espelho) 

Triste por você está longe, 
Assim são meus dias 

 O verão passou e o inverno chegou 
Mas aquela dor e sofrimento, ainda estão aqui.
 (Não mudou, nada mudou) 
Estou perdido, em meus pensamentos. 
(Em meus sentimentos) 

Há dias que eu desejo o fim, 
(Desta tristeza) 
Quero apenas desistir de viver... 
(Mais uma ilusão) 
Não, não quero viver. 
(Sem você)
 Quando o Outono chegar, 
(Você diz que irá voltar) 

O Verão, trouxe o calor e inundou, 
(Nossos corações) 
Com a Primavera, o nosso amor nasceu, 
(Como as flores eu um belo canteiro) 
Com o chegar do Inverno tudo se esfriou. 
(E você se distanciou) 
E o Outono chegou, e o amor acabou,
 (E meu mundo caiu, como as folhas do fim da estação)

Hoje só há lembranças de um tempo... 
(Que passou, mas que nunca mudou) 
Abro meus olhos e admiro o horizonte
(Vejo o nascer do próximo verão) 

E finalmente eu entendo, 
(O amor é como as estações) 
Que sempre depois do fim, 
 (Sabemos que haverá um novo começo)
 O amor vai voltar.

Por: Bruno C. Castex

Poesia: Reflexos Descoloridos


Nas ruas descoloridas, minha sombra irá dominar. 
O destino dessa caminhada é desconhecido... 
Seu sorriso, eu apenas procuro... 
 Seus olhos, eu os desejo... 
Nossos sentimentos não se encontram... 

Neste mundo sem cor... 
Nesta noite sem vida... 
Algo dentro de você reflete, 
Através de seus olhos quero descobrir o que é... 
Serão os sonhos do amanhã...

Suas mãos apontam em minha direção... 
Eu vejo o brilho em seus olhos... 
Quero te abraçar forte, nunca deixar você partir. 

Naquele dia, a lua crescente nos iluminava do céu. 
Se o tempo quiser me derrubar... 
Eu vencerei... 
Eu te amarei... 
 Somos duas metades de um todo.

Veremos o futuro daqui... 
Seremos o futuro aqui... 
Te abraçarei forte, nunca deixarei você partir... 

Por: Bruno C. Castex

19 de julho de 2014

Poesia: Nós


Há muito tempo 
Há felicidade 
Há a nossa verdade 
Mas também há a deles 
Mas acima de tudo 
Mas acima do mundo 
Há nós 
Apenas nós 
Nós, 
Atados um ao outro 
Pelas correntes do destino 
Nós somos nós 
Eles também são 
Nós estamos sós 
Eles não

Por: Gustavo Pitanga

Poesia: Palavras


Palavras são pontes 
Que ligam os homens 
Palavras de amor 
Palavras de dor 
Palavras "maneiras" 
Ou estrangeiras 
Palavras sábias 
Ou de asneiras 

 Que seria de nós 
Sem nossas palavras? 
Eu poderia dizer 
Mas estou sem palavras

Por: Gustavo Pitanga

15 de julho de 2014

Poesia: Presos


Amar sem ser amado 
 Viver sem ter nascido 
Morrer sem ter vivido 
Partir sem ter estado 
 Pois a dor é corrente
 Paixão cadeado 
Um beijo, a chave
 Pra libertar quem é amado

Por: Gustavo Pitanga

Poesia: Verdade


Nossos sonhos se vão 
 As vontades não 
Todos estamos 
Pensando verdades 
 Quem mata, atira 
Dita a verdade 
 Em uma mentira

Por: Gustavo Pitanga

11 de julho de 2014

Poesia: Pra Onde Ir?


Pra onde ir?
Se eu não sei onde quero chegar
Mas sei que aqui não é o meu lugar
Sei que posso ir muito mais além
Por que essa falsa realidade não me convém

Por que mentir
Se a verdade eu não quero esconder
Por que fingir
Se não é isto que eu quero ser

Mas ainda não tenho certeza
Pra onde vou
Na verdade ainda não sei
Quem sou

Por: G. L. Feldhaus Jr.

8 de julho de 2014

Poesia: Sentido?!


  
Nem o sentido afinal, tem sentido real
 Pois sentido é direção
 E o sentido avança
 Sem nenhuma noção

 Mas que sentido
 Se tira à conclusão?
 Quão ressentido
 Se torna o coração?

 Se a vida não se sente
 O que se tem sentido?
 É o amor
 Se a verdade mente
 O que se tem mentido?
 É o amor

Por: Gustavo Pitanga

Poesia: Vidas e Cores


Flores azuis, vidas nulas
Amores, paixões
Largados nas ruas
Erros, razões
Não se pode viver
Não sem você

Nuvens roxas
Morte sólida
Viagens fixas
Vida mórbida
Mantos coloridos
Voando no céu
São todos negros
Presos num véu

A vida acaba
Sem vir a morte
Almas largadas
À própria sorte
Somos peões
Da morte imortal
Apenas vagões
Do trem matinal

Por: Gustavo Pitanga
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