De volta ao colégio, o garoto mal esperava para rever a nova ficante – sua
primeira e única ficante. Ele já estava acomodado em sua carteira, e a
professora iniciava sua palestra quando Fabinha entrou, sem os óculos.
Sentou-se do outro lado da sala e não olhou em sua direção. Ao fim da primeira
aula, dirigiu-se, com duas amigas, a um banco que havia do lado de fora, como
sempre fazia. Plínio a seguiu.
– Oi – sorrindo, o garoto tentava disfarçar o nervosismo.
– Oi – Fabinha respondeu, com um olhar frio, gelado, quase cruel.
Plínio desconcertou-se. As outras duas pareciam não entender por que motivo aquele nerd falava com a amiga, e não disfarçavam isso nem um pouco. Plínio, acuado por três rostos que beiravam a hostilidade, subitamente teve sede e saiu rumo ao bebedouro.
Plínio desconcertou-se. As outras duas pareciam não entender por que motivo aquele nerd falava com a amiga, e não disfarçavam isso nem um pouco. Plínio, acuado por três rostos que beiravam a hostilidade, subitamente teve sede e saiu rumo ao bebedouro.
No recreio, Plínio descia uma escada sozinho, dirigindo-se ao pátio, quando
Fabinha o segurou.
– Você contou pra alguém?
– Ainda não.
– Ah, que bom. Não conta não, tá?
Plínio ingenuamente perguntou:
– Por quê?
– Ah, porque... porque eu acho que é uma coisa só nossa.
Antes que o garoto pudesse dizer mais alguma coisa, Fabinha desapareceu.
Por: Edu Café
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