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9 de abril de 2015

Texto: Minhas dicas sinceras para o ENEM


  Oi, pessoal!
  O post de hoje é diferente; é uma questão de utilidade pública. Se tem uma coisa que eu adoro falar – e acredito que falo com propriedade – é sobre como estudar melhor. Vocês já devem ter percebido que eu sou uma nerd e me orgulho muito disso. A minha especialidade é Exatas (Matemática, principalmente), mas eu domino parte considerável de todas as áreas cobradas nos vestibulares e ENEM. Ué, mas como assim, Cris? Bom, isso foi graças a muitas horas de estudo e esforço.
  Indo direto ao ponto, eu pretendo fazer uma série de posts dando minhas dicas mais sinceras para o ENEM – e provas em geral, na verdade. Se você é vestibulando, acredito que poderá tirar um bom proveito dessas dicas. Mesmo no caso de você já ter passado dessa fase, creio que ainda assim poderá aprender um pouco ou indicar o conteúdo do blog para quem está precisando de uma ajudinha para entrar na faculdade.


11 de março de 2015

Texto: Música no asfalto- Por: Edu Café


  Meia hora depois de deixar meu irmão para almoçar e passar a tarde com amigos na casa da colega, recebi um recado seu, no celular:


  “Flávia, vem me buscar”.


  Eu não podia atendê-lo de imediato, fazia compras no supermercado. Depois de acabar, quando estava a alguns quarteirões de onde ele se encontrava, estanquei numa fila de carros aborrecidos. O sinal estava verde. Amarelou-se, e passou ao vermelho. Voltou ao verde. Os automóveis, indóceis, resmungavam num coro de buzinas. De novo o fugaz amarelo, de novo o demorado vermelho. E a cena foi se repetindo, num ciclo torturante. 


  O celular tocou na minha bolsa, exasperando-me com uma melodia chata, que havia sido escolhida por Guilherme. Atendi, já prevendo sua insistência surda.


  – Cadê você, Flávia? Não vem não?


  – Gui, eu tô presa no sinal, ninguém aqui sai do lugar.


  – Mas que saco, Flávia, vem logo!


  Como se eu pudesse levantar voo, num carro de filme americano. A impaciência de meu irmão somava-se à dos carros, e a balbúrdia começava a latejar na minha cabeça. Dispensei-o, gritando que eu não era um deus para me teletransportar para onde bem quisesse, com onipresença em potencial.


  A essa altura, motoristas saíam de seus veículos e soltavam impropérios para os supostos idiotas à sua frente. Começavam discussões. Alguns acendiam cigarros e compartilhavam a curiosidade enfastiada, querendo desvendar o motivo de tanta demora. Os mais ousados resolviam caminhar para frente, procurando a solução do enigma, como sherloques do meio-dia. Outros, mais tímidos, nem baixavam os vidros, com medo dos trombadinhas.


  Após algum tempo, veio a explicação: um pedreiro, que trabalhava na construção de um prédio, despencara do décimo andar, no meio da rua. Em seu desequilíbrio, agarrou-se a outro, tentando evitar a queda, mas não conseguiu mais do que levá-lo consigo. O resultado foi que caíram, um em cada pista, vermelhos, e ninguém tinha nervos para pegá-los e colocá-los no passeio.


  Ao ouvir a inusitada história, só consegui pensar, “meu Deus, estou numa música do Chico!” Foi então que me invadiu uma incômoda ambiguidade. Por um lado, compaixão pelos emblemáticos e desafortunados trabalhadores. Por outro – e eu não sabia qual sentimento predominava – orgulho de me ver alçada a personagem de uma canção do meu idolatrado compositor.


  O celular voltou a rosnar. Rejeitei a ligação e pensei, “vou baixar um ringtone novo”.

11 de fevereiro de 2015

Texto: Primeiro dia na Anhembi

  Olá leitores, como vão?

  Sumi por um tempo, de novo. Vou tentar fazer isso com menos frequência, prometo. Vim hoje lhes contar meu primeiro dia de aula na Anhembi Morumbi. 

  Como todos sabem, primeiro dia de aula: trote. E é claro que comigo não foi nem um pouco diferente. 
  No meio de molho de tomate, tinta, farinha, café, manteiga, ovo e glitter conheci pessoas muito legais, tanto da minha sala, quanto veteranos. 

  Minha dica para quem ainda vai entrar na universidade depois do carnaval: se não quiser se sujar, não apareça no primeiro dia de aula. Deu PT na minha roupa.  É sério isso kkk. Voltei toda suja, parecendo uma das tartarugas ninjas. Tive que andar de metrô, ônibus e até a pé. 

16 de janeiro de 2015

Texto: Abra sua mente

  Primeiramente gostaria de dizer que estou surpresa com o feedback que tive na minha publicação “Vida de Vestibulando(#meda)”. Sinceramente, não achei que teria algum comentário e bam! Estou respondendo a muitas pessoas. Acreditem, isso me deixa com um grande sorriso no rosto.
  E sabem por quê? Porque é o que quero fazer na minha vida. Escrever e falar coisas onde as pessoas se sintam abertas para expor suas opiniões e histórias, sem medo de parecerem bobas.
 
  E é por isso que criei o meu blog: Lamentamos a Sinceridade. Nele, eu (com minha prima, se é que ela vai escrever algo) vou falar de todos os tipos de coisas. Cinema, música, política, economia. Enfim, tudo. Vou expor minha opinião no assunto e não apenas informar a vocês.
 

12 de janeiro de 2015

Texto: Vida de vestibulando (#meda)

  Olá leitores, como vão?

  Já faz um tempinho que não escrevo nada aqui. Essas férias acabaram sendo meio tumultuadas. Primeiro tiveram os vestibulares, depois meu priminho veio para cá. Eu estou com planos de fazer um vídeo sobre O Hobbit. O que acham?
  Enfim, essa parte irei só fazer durante a semana. 
  Hoje vim falar sobre um assunto que assusta muuuita gente: VESTIBULARES. 
  Só de falar nisso já até me dá arrepios. A maldição dos vestibulares. Já devo ter prestado mais de 5 até agora. E olha, tá difícil viu. 
  Vou ser bem sincera com vocês. Eu relaxei esse ano. Não deveria ter feito isso, mas fiz. A escola também não me ajudava muito, pois não precisava de muito para conseguir passar. Consequência: não tenho muuuitas opções de faculdade como gostaria de ter. 

30 de novembro de 2014

Texto: Um poço para sua beleza

  Ela quer desvelar sua alma à realidade etérea, sutil, no limite de qualquer substância; plantar, umedecendo a terra com sua fatia mais densa (água, de tão transparente, invisível), no fundo da distância exata, falando à semente como se aborda um infante, ondulando cantigas de embalar e seduzir, com a paciência deleitosa do lavrador temperado nos ciclos de noite e dia, impregnando cada palavra com a discreta força de um recomeço tingido de luta, conduzindo-se à dura beleza conquistada em meio a vacilos (ah, o tempo presto cobra o justo pedágio); ela quer se encontrar e verter o seu mais íntimo através do canal mais claro, que, rebelde a suas esperas, se faz opaco e rugoso; o poço em que se dobra a sua torrente, numa cachoeira a reluzir nuas verdades, não lhe parece acolher com a segurança de um chão que sustente e floresça, algas estranhas moldando-se em pedras rasas, ameaçando o equilíbrio de mergulhos parecendo interditos como escorregadias intempéries; as águas valentes caem, no entanto, o que era escasso transmudando em profundezas, plenitude de vida submersa que ela procurava quase às cegas, insciente da maravilha inscrita em suas próprias premonições; manancial abundante e vivo, entre curvas de troncos e raízes retomando a forma potente de um regato, renovado perenemente nas fontes da bela e sublime imagem; ela encontra o seu traço, descendo a colina sob as sombras de árvores altas e frondosas, ela escolhe enfim o seu poço, num mergulho se despe em delicadeza que a envolve na inesperada entrega.

Por: Edu Café

23 de julho de 2014

22 de julho de 2014

Texto: Respeito Literário

  Olá leitores.
  Li recentemente um artigo no site Globo.com sobre "Leitores-Fãs", e observei que esse artigo foi altamente criticado por "leitores" de alguns grupos que participo. Comecei a ler com cinco anos e quando estava com uns sete eu era chamada de nerd por ler livros, conheci poucos leitores durante minha vida, e hoje temos uma nova legião de leitores de modinhas ou não. Onde quero chegar com tudo isso?! Crepúsculo, A Culpa é das Estrelas, Harry Potter, 50 Tons de Cinza, entre outros, são considerados modinhas, mas por quê? 
  Para alguns os livros são pobres de histórias, mas na minha opinião são livros de leitura "fácil". Como assim fácil? É uma leitura que se desenvolve sem muitas complicações. Porém não deixam de ser livros. Enfim, que tal nós respeitarmos todos os leitores, de todos os tipos, de todos os autores?
  Hoje com a internet as pessoas não sabem mais respeitar a opinião alheia.
  Respeito é bom e não machuca, vamos compartilhar?

  Beijos da Biia&lt ;3

6 de julho de 2014

Texto: Apenas Algumas Palavras



  A leitura é como um remédio, todo mundo sabe que serve para curar, porém são poucos os que gostam da sua dose diária. É da leitura que vem a cultura, a variedade de vocábulos, a própria educação depende da leitura que não só informa como forma e capacita.  José Saramago já alertava para o fato de estarmos nos transformando rapidamente na "sociedade dos grunhidos", e ainda Mario Vargas Llosa, escreveu que "quem não lê fala muito, mas diz pouco". Fiquei pensando que além da falta da proximidade, do cotidiano, da intimidade e prazer da leitura, o brasileiro tem antes a falta de seu próprio mundo. Mas, o que podemos esperar de uma sociedade que coloca o conhecimento como uma forma de poder?  Nessa sociedade os estudantes são aqueles que menos tem acesso a livros, antes precisam fazer cópias daqueles poucos privilegiados que possuem livros originais. Ficando assim o acesso a leitura para um grupo elitizado. 
  O Instituto Pró-Livro e o Ibope fizeram uma pesquisa divulgada no último mês de março, chamada "Retratos da Leitura no Brasil", onde foram entrevistados 5.012 pessoas em 315 cidades do país. Revelou dados tristes: apenas 50% dos brasileiros declaram-se leitores (eram 55%, em 2007). Sendo que: para a pesquisa, leitor é aquele que tivesse lido ao menos uma obra (ainda que apenas parte dela) nos três meses anteriores à realização do levantamento.  Ainda de acordo com a pesquisa, o brasileiro lê em média, por ano, quatro livros (e dois sequer são terminados). Bibliotecas são espaços desconhecidos e não frequentados por 75% dos entrevistados. Na lista das atividades que os brasileiros mais gostam de fazer quando dispõem de tempo livre, a leitura ocupa um modesto sétimo lugar (é a preferida de 28%, contra 36% em 2007). Fica atrás da televisão, de ouvir música, do descanso, das reuniões com a família, dos filmes em DVD e das saídas e baladas com os amigos. O que podemos fazer para reverter esse quadro? Cabe a nós, Leitores Forever, divulgar, incentivar, auxiliar e ensinar os caminhos da leitura para todos aqueles que demonstrarem algum interesse, por mínimo que seja. Vamos fazer que a nossa voz se ouça por livros mais baratos, e por movimentos literários genuínos.


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