Boa noite leitores, tudo bem com vocês?
Nesse finzinho de domingo chuvoso, trago a resenha desse livro maravilhoso que com certeza é um dos melhores que eu já li e que mereceu o prêmio Pulitzer. Estou falando de O Sol É Para Todos, da escritora estadunidense Harper Lee.
Sinopse: Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
Então leitores, para começar gostaria de destacar que esse livro foi escrito em 1960, mas a história em si se passa nos EUA de 1930. É narrado em primeira pessoa pela Scout (apelido de Jean Louise), que no começo tem seis anos de idade. O livro é divido em partes um e dois. Na primeira, que é bem descontraída, basicamente a autora nos apresenta à cidade onde Scout vive, chamada de Maycomb, junto com seu irmão Jem e seu pai Atticus. Além disso, nesse momento a menina nos conta sobre um dos vizinhos, apelidado de Boo Radley, que não sai de casa há anos. É muito gostoso ler as teorias conspiratórias que ela, o irmão e um amigo, Dill, inventam sobre o vizinho que nunca viram. Já na segunda parte somos apresentados ao caso de Tom Robinson, um homem negro que é acusado de estuprar uma mulher branca e que tem como advogado de defesa o pai de Scout. Embora seja uma parte mais "pesada" em comparação à primeira, é interessante ver como ela lida com o próprio caso em si e também com as atitudes dos outros moradores da cidade; por ser uma cidade pequena, todos conhecem todos.
A narradora comece o livro com seis anos mas conforme a história vai progredindo ela vai crescendo também, até chegar aos oito. Por ser narrado por ela, é legal não só ver as histórias de infância que ela conta, mas também o que ela pensa principalmente em relação aos preconceitos que vão sendo expostos quando o caso de Tom vêm à tona. Com aquela pureza típica das crianças, não sendo racista, ela não consegue entender as ações e falas preconceituosas de seus vizinhos para com outro ser-humano, que só por não ter a pele branca é tratado como um ser inferior pelas outras pessoas e sofre injustiças.
Olha, Jem, eu acho que há apenas um tipo de gente: gente.
Scout é uma personagem que, mesmo nova, já é crítica e isso muito se deve ao seu pai, um homem que se guia por princípios humanitários e de igualdade e passa isso pros filhos.
A leitura é fluída e bem leve, justamente por ser narrado por uma criança, mas não deixa de ter seu tom crítico.
O mais impressionante e, também diria, triste é ver como alguns preconceitos daquela época (1960, quando o livro foi escrito) perduram até hoje em dia. No entanto, após a leitura do livro uma das lições que eu tirei foi o de ter perseverança.
O final foi simplesmente espetacular, não poderia imaginar outro melhor. Embora a tradução do livro seja o de "O Sol É Para Todos", o título original "To Kill a Mockingbird" é uma alusão a um, posso dizer, ensinamento que é transmitido no livro e que se encaixa perfeitamente com a mensagem que ele deixa.
O livro tem uma continuação, publicada anos depois e que se chama "Vá, coloque um vigia". Já estou lendo e vai ter resenha pra vocês ;)
E aí leitores, alguém já leu esse livro? O que acharam?
O livro tem uma continuação, publicada anos depois e que se chama "Vá, coloque um vigia". Já estou lendo e vai ter resenha pra vocês ;)
E aí leitores, alguém já leu esse livro? O que acharam?


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Dê sua opinião sobre o assunto discutido acima :D