
Bom leitores, outro dia eu fiz uma parceria com o Maciel, e postei a resenha do livro Rewrite: A História de Kenny e Bee. Então, como estou fazendo com todos os parceiros do Blog, vou postar agora uma entrevista que fiz com ele. Confiram:
1-
Como surgiu a ideia do livro?
Rewrite foi criado com elementos vindos de várias
outras obras. Uma delas foi a academia, inspirada em um colégio futurista de
uma revista da série Starcraft. Até hoje, aquela foi a única revista da série
que li, de forma que nem conheço a história. Já a aparência de Matthew é
inspirada no personagem Asari, da Marvel. Kenny e Bee surgiram em um sonho que
tive uma certa vez, bem como os seus nomes. Este sonho foi o impulso para a
criação do Universo de Rewrite.
2-
Como foi produzir uma obra como essa?
Bem, Rewrite está longe de ser o primeiro
livro que eu escrevo, embora seja um dos primeiros que publiquei. O produto
inicial era um deste. Como já disse, a base inicial dele não era detalhadamente
planejada, mas sim, coisas que vi em um sonho, onde eu assumia o papel de Kenny
e vivia o início do primeiro capítulo. Dar segmento ao livro era continuar o
sonho, dizer o que viria a seguir. Anicia Aguilera, colaboradora e claro, a
pessoa que mais amo nesse mundo, foi fundamental nesse processo. Ela lia todos
os capítulos assim que saiam e dizia o que tinha achado, ajudando valiosamente
na revisão, e ela se apaixonou pelos personagens, principalmente pelo Bee, e
seu infinito amor e paciência pelo irmão mais velho. A partir daí, não se
tratava mais somente de dizer como o sonho continuava, mas sim, de dar esse
sonho a ela.
3-
Como você se sentiu quando finalizou o
projeto?
Não costumo dizer que meus projetos estão
finalizados completamente quando termino de escrevê-los. Ainda que não haja
uma intenção inicial de dar continuidade a eles com novos livros, nunca se sabe
quando algo nos fará mudar de ideia. Mas aconteceu algo curioso no fim de
Rewrite. Minha colaboradora simplesmente não queria que o final do livro
fosse aquele que havia sido planejado desde o início, que é o que antecede o
prólogo. E relendo o livro, também imaginei que seria crueldade termina-lo daquela maneira, além de encerrar qualquer possibilidade de uma
continuação da saga. Então, depois de uma semana, escrevi o prólogo, como um
final definitivo dos fatos. Estou estudando a possibilidade de continuar a
saga. Vamos ver!
4-
Qual foi a sensação de ver seu trabalho sendo
lançado?
Minha editora foi um achado e tanto. Dado que
eu não tinha condições financeiras de investir na publicação do livro como ele
realmente merece, comprando exemplares para revenda em lojas e livrarias, ela
foi uma mão na roda. A venda está estabelecida, por enquanto, somente na internet,
como impresso e como e-book, e querendo ou não, em pleno século XXI, na era da
internet, vender na web pode ser tão rentável quanto vender na rua, então,
também é um caminho. Mas, se fechar a publicação de um livro (que foi meu sonho
desde criança) é muito bom, mais ainda é poder finalmente colocar as mãos no
seu livro, publicado, sentir o cheiro do papel e ver as suas palavras ali. É
uma alegria indescritível, pela qual sempre vale a pena lutar! Sempre e sempre!
5-
Já está trabalhando em outros projetos?
Sempre. Atualmente, trabalho no quarto livro
da Saga Furacão, que ainda não está publicada, mas em breve também estará disponível,
e outro, que nesse momento é a minha menina dos olhos. Trata-se da história de
um professor e sua relação de empatia com um aluno, para quem dá aulas
particulares, e que não recebe a atenção e o amor dos pais como deveria,
buscando no professor esse amor, e deixando-o sem saber o que fazer. Um dilema
muito comum para professores em início de carreira, e que estou escrevendo com
base em experiências e histórias reais que ouço em minha faculdade. Sou
estudante do terceiro ano de Pedagogia, na Unesp.
6-
Que conselho você deixaria para quem está
começando?
Leia. A escrita é um talento que não se
desenvolve somente por tentativa e erro, mas também por influência. Leia muito,
mas leia o que gosta. Crie uma biblioteca de formas de escrever e receitas que
deram ou não deram certo. Conheça como os grandes fazem. Esse é o primeiro
passo. E depois, idealize. Como são os livros que gostaria de ler? Como esses
livros são escritos? Respondidas essas perguntas, o escritor iniciante já sabe
como deve começar e já terá desenvolvido seu estilo próprio de escrita.
Lembrem-se: Não se trata de tentar escrever como os grandes escrevem, mas saber
com o que você se identifica na literatura, e com o que não se identifica, e
usar isso de base para desenvolver um método próprio. Esse é um processo não
linear, mas progressivo, e que deve sempre estar sendo seguido pelo escritor, e
auxiliando seu desenvolvimento.
7-
Qual a melhor forma de escrever? Em primeira
ou terceira pessoa?
Tanto nesse quanto em outros aspectos, não há
uma fórmula pronta para se escrever bem. Cada escritor precisa desenvolver a
sua própria maneira de fazê-lo.
Rewrite foi escrito na primeira pessoa, pois,
na cena inicial essa era a melhor maneira de revelar as sensações de Kenny
sobre as coisas que aconteciam, e era a forma mais útil para esse tipo de
história, já que o conto se dava todo em torno de Kenny, o protagonista. Mas
quando você tem uma narrativa mais complexa que abordará histórias e destinos
de um número maior de personagens, talvez seja melhor o uso de terceira pessoa.
Depende bastante do livro que será escrito e do estilo de escrita do autor.
8-
Vai haver um segundo livro da Saga Rewrite?

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