11 de março de 2017

A Sereia, de Edu Café


Olá, caras leitoras e leitores do blog! Tudo bem?

Publiquei recentemente um livro de contos chamado A Sereia, pela Ficções Editora. Cliquem em "Leia mais" para ler o prefácio e um comentário sobre o livro.

Podem visitar também a página do livro no Facebook, onde há links para comprá-lo:

A Sereia

:)


Prefácio 

Angélica Amâncio

(poeta e doutora em literatura)

O livro de estreia do escritor Edu Café, 'A Sereia', publicado pela Ficções Editora, é, como sugere o sobrenome do autor, uma xícara de café numa manhã de inverno. Envolto pela porcelana de um estilo elegante e acurado, os textos trazem o impacto da cafeína sobre um corpo sonolento. Certos contos, como “Melanie” e “O brinde”, carregam a urgência de batimentos cardíacos acelerados, a verborragia, a alta velocidade dos desabafos. Outros, como “Basquete” e “Amor fati”, já pela temática, trazem o gosto acre de café puro e extraforte. Há aqueles, porém, que aceitam um ou dois tabletes de açúcar, como “Vou-me embora pro chifre da África” e “adagio”, sem que percam de vista a melancolia, que é peça fundamental na articulação de toda a obra.

Os textos têm também a sua versão expressa: “A prova” e “A despedida” não precisam de mais do que o terço de uma página para atingirem com força o paladar do leitor. Outros, como “Velas” e “A falência”, indicam, pela frequência da pontuação, que devem ser sorvidos em pequenos goles.

A prosa poética de 'A Sereia' tem o refinamento de quem desfruta de um café no intervalo da ópera. São recorrentes as alusões à música erudita, ao cinema, à mitologia, como mostra, já pelo título, “Orfeu no rastro de Chronos”. Ao mesmo tempo, seus personagens e suas histórias evocam mais o café no copo lagoinha, que se toma no balcão do boteco, entre um cigarro e outro, curando a ressaca da noite passada em claro.

Com açúcar ou sem. Em grandes ou pequenas quantidades. Servido em porcelana chinesa ou copo de bar. Tanto faz. O importante é que os contos de 'A Sereia' sejam saboreados por leitores de fino paladar, que possam, enfim, brindar ao café! 

Comentário 

Felipe Pena

(jornalista, romancista e professor)

Assumir a responsabilidade de apresentar um livro não é fácil. Há sempre o risco de exagerar nos elogios ou de carregar nas descrições teóricas sobre a escrita. Felizmente, encontrei um autor cuja arte fala por si, prescindindo, inclusive, destas linhas, o que é um sinal claro de que os riscos são poucos.

Edu Café é um escritor-carpinteiro, daqueles que trabalham a madeira até o verniz, conferindo substância e conteúdo ao texto. O que vocês lerão a seguir são peças esculpidas com capricho, bem montadas, bem concluídas. Para a alegria dos leitores, este é um autor cuja sereia ganha os mares da melhor produção literária brasileira.

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