3 de dezembro de 2016

Resenha do Filme: Feitiço do Tempo

Feitiço do Tempo
Groundhog Day
(1993)

Gênero
Comédia, Fantasia, Romance

Duração
1h 48m 

Direção: Harold Ramis
Roteiro: Danny Rubin, Harold Ramis | Estória: Danny Rubin

Elenco
Bill Murray, Andie MacDowell


Sinopse: Um repórter de meteorologia é escalado para cobrir um festival em uma cidade pequena e, forçado a passar a noite ali devido a uma nevasca, acorda novamente no dia anterior, o qual somente ele tem lembrança de ter vivido.

  O que você faria se acordasse de manhã e, aos poucos, percebesse que está vivendo novamente o dia anterior? E se, no dia seguinte, o mesmo se repetisse? E no outro, e no outro, e no outro, indefinidamente? É isso o que acontece com o personagem de Bill Murray na comédia clássica Feitiço do Tempo.

  Phil Connors (Murray) é o repórter egocêntrico e mal-humorado de um canal de televisão de Pittsburgh. Ele trabalha com a previsão do tempo e, por isso, é escalado para cobrir o Festival anual da Marmota, na pequena cidade de Punxsutawney.

  Nesse festival, que é, veridicamente, comemorado no dia 2 de fevereiro, a marmota é consultada para prever se a primavera (20 de março no hemisfério norte) chegará com seis semanas de antecedência. Funciona assim: se ela acordar sem ver a própria sombra, a primavera chegará mais cedo. Se ela vir a sua sombra, o inverno seguirá o seu curso e só acabará depois de seis semanas.

  Phil considera esse festival uma ridícula insensatez de caipiras e não aguenta mais cobrir o evento – já está fazendo isso pelo quarto ano seguido.


  Porém, dessa vez, é acompanhado por uma nova produtora, Rita (Andie MacDowell), que imediatamente o atrai com seu riso sincero e sua pureza de caráter, embora ele não admita a princípio. Ela tenta, inutilmente, convencê-lo de que o festival é divertido, a marmota é bonitinha, as pessoas gostam. Mas para Phil as pessoas gostarem de alguma coisa não quer dizer nada. Elas, na visão dele, são idiotas.

  Após fazerem a reportagem, Phil, Rita e o cinegrafista Larry voltam à estrada, rumo a Pittsburgh, pois ficar na singela Punxsutawney é um pesadelo para o repórter. Porém, uma nevasca, que estava fora das previsões que ele havia feito para o telejornal, os pega de surpresa, forçando-os a pernoitar na cidade.
 

  É aí que começa o drama de Phil. Acordando no dia seguinte, ele percebe que os locutores do rádio estão dizendo as mesmas coisas do dia anterior. A princípio, ele acha que estão repetindo a gravação e até se diverte prevendo o que vão dizer em seguida. Mas, ao final, exclamam em êxtase: hoje é o dia da marmota! Por isso, ele não esperava.

  O contrariado repórter fica pasmo com o fato de que não há sinal algum da nevasca, tudo acontece exatamente igual ao dia anterior, com as pessoas agindo da mesma maneira, fazendo os mesmos gestos e falando as mesmas coisas. E o pior: está se repetindo um dia nada agradável para os seus padrões, um dia chato, tedioso e sem graça.

  Ele vai ao encontro de Rita, diz que está confuso e, em seguida, desnorteado, larga a reportagem no meio. Parecendo ainda não acreditar totalmente no que está acontecendo, Phil, antes de dormir, resolve fazer um teste: quebra um lápis ao meio e o coloca no criado-mudo. No dia seguinte, adivinhem: o lápis está inteiro de novo. 

  A partir daí, ele se convence: não está tendo um pesadelo, pelo menos um em que esteja dormindo. Desesperado, recorre a Rita, que acha que ele está dando desculpas para não trabalhar. À medida em que os dias vão passando e Phil vai se acostumando com a situação, começam a se desenrolar situações hilárias em que ele, conhecendo de antemão tudo o que vai ocorrer, começa a manipular os acontecimentos, para o bem e para o mal.


  Mas será que ele conseguirá abraçar sua nova realidade sem sofrer nenhum arranhão? Seria esse inusitado feitiço uma bênção ou uma maldição? Só assistindo para saber. Com um roteiro que consegue desenvolver o instigante argumento de forma inteligente, engraçada e estimulante, Feitiço do Tempo é um filme inspirador, que consegue nos fazer rir, pensar e imaginar, além de nos deixar com um gostoso sorriso quando os créditos aparecem.


Caso já tenha assistido ao filme e queira ler uma reflexão sobre ele, com spoilers, clique aqui para ser levado ao artigo que escrevi na revista virtual Obvious.
 
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