10 de outubro de 2016

Resenha do Livro: Os Invernos da Ilha

  Olá leitores, tudo bom?

  Aqui é a Mikaelly e no post de hoje irei resenhar para vocês Os Invernos da Ilha, do autor Rodrigo Duarte Garcia. O livro é solicitado graças à parceria com o Grupo Editorial Record e tem 461 páginas.


Sinopse: Os Invernos da Ilha é um livro de aventura, como não há no Brasil, que reúne um herói atormentado (e logo apaixonado), uma ilha fria e hostil escolhida como exílio (num convento misterioso), a descoberta de um diário de piratas (e, assim, a reconstrução de uma incrível história de corsários) e a busca por um tesouro escondido. Como diz Martim Vasques da Cunha no texto de orelha: Rodrigo já pertence à categoria dos mestres. Os Invernos da Ilha costura Wallace Stevens, Melville, Conrad, Patrick O'Brien, os filmes de Indiana Jones, Os Goonies, sobrando até mesmo para o compositor Rachmaninoff, com tamanha habilidade, que o leitor ficará atônito ao perceber que, no meio disto tudo, há a alegria de narrar uma verdadeira história.

  Primeiramente, o livro é dividido em três partes. A primeira é composta por capítulos em números romanos (I, II, III...); a segunda, por capítulos especificamente nomeados; e a terceira, por um único capítulo chamado "Último".

  A obra mistura duas histórias. A primeira tem como personagem principal Florian Links, onde conta sobre sua vida no mosteiro, seu passado e o que o levou a ir para tal lugar, além de, mais para frente, suas aventuras em busca de um tesouro perdido. Já a segunda, passada precisamente nos anos de 1599, é contada a partir de partes do diário (onde o protagonista descobre sobre o tesouro) do corsário holandês Olivier Van Noort, traduzido pelo professor Philippe Rousseau, que estava hospedado no mesmo mosteiro que Florian para realizar uma pesquisa. 


  O início do livro tem uma leitura maçante e lenta, o que me fez querer abandoná-lo, mas persisti na leitura mais um pouco e não me decepcionei, pois a história começou a melhorar e se tornar interessante.

  O autor tem uma escrita detalhada, algo muito bom já que facilita o leitor a imaginar o cenário, os personagens, enfim, tudo que é possível da história. Tive que procurar algumas palavras desconhecidas no dicionário, mas isso pode ser considerado bom por trazer mais conhecimento.


  Havia trechos durante a narrativa em outras línguas que não possuíam tradução. Ao mesmo tempo que é bom por trazer mais conhecimento e, podemos dizer, uma diversidade cultural, talvez seja uma boa ter o celular do lado pra dar uma pesquisada rápida kkkk Ainda assim, alguns termos desconhecidos da nossa língua mesmo foram explicados durante a trama, entre parênteses.

  Os personagens principais do livro foram muito bem desenvolvidos e escritos de maneira realista, mas não me apeguei a nenhum. Como o livro é narrado em primeiro pessoa, temos acesso à todas as dúvidas, sentimentos e pensamentos de Florian.

  Há também um mapa muito legal da ilha que é o pano de fundo da história, o que ajuda o leitor a imaginar o cenário.


  Em relação à edição, não achei a capa tão chamativa, mas ela representa, com essa tonalidade, um pouco da melancolia que a história possui. O livro tem 461 páginas, com folhas amareladas e uma boa fonte além do mapa kkk.

  Por fim, recomendo esse livro para todos que tenham calma e paciência no início da leitura por ser um ponto lenta, mas, acredite, o restante vai melhorar e ficar cada vez mais interessante.

  Beijos e até a próxima :3

Um comentário:

  1. Muito obrigado pela leitura e a resenha, Mikaelly!

    Rodrigo Duarte Garcia

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