15 de agosto de 2016

Resenha do Livro: Wolf In White Van

  Olá leitores, tudo bem?

  Bem, como hoje é feriado aqui na minha cidade tenho uma programação especial para vocês, que inclui basicamente muitas resenhas (ressalta-se que GER vai estar divando aqui hahaha). Pra começar, vou contar o que achei desse livro, Wolf In White Van, de John Darnielle, que solicitei do Grupo Editorial Record e que traz um tema diferente: RPG.


Sinopse: Bem-vindo a Forte Itália, um jogo de estratégia e sobrevivência. A primeira rodada já vai começar. Depois de sofrer uma lesão que desfigurou seu rosto, Sean Phillips passa a criar jogos em que desconhecidos podem viver aventuras maravilhosas e trágicas. Sua primeira criação é Forte Itália, um RPG no qual ele envia uma cena por correio, e o jogador responde com uma ação. Bem simples. Mas o próprio Forte Itália, o objetivo final do jogo, com suas paredes labirínticas e sua promessa de estabilidade e segurança em meio a um Estados Unidos pós-apocalíptico, é inalcançável. Há apenas duas possibilidades: ou você continua em movimento, ou morre.

  Bem, para começar gostaria de deixar claro que nunca joguei esse tipo de jogo nem sei muito bem como funciona. Como está na sinopse, temos o protagonista como criador de um RPG onde ele envia uma cena por correio e o jogador responde com uma ação. Pra mim foi meio difícil de entender como funcionava, e pra quem não entende nada do assunto talvez fique também um pouco confuso assim como ficou pra mim.

  Ainda assim as cenas que se tratam do jogo são interessantes, ainda que poucas, intercaladas com a história de vida do personagem, onde o autor vai dando pequenas pistas sobre como aconteceu a lesão que desfigurou o rosto de Sean. Quando há a revelação desse "mistério", do porquê de ter acontecido esse "acidente" senti que a explicação ficou muito vaga; dava pro autor ter expandido muito mais.

 

  A linguagem de Darnielle e o vocabulário usado na trama são fáceis, mas a descrição dos  fatos, em primeira pessoa, de uma maneira não cronológica, sem apontar quando é passado ou quando é presente me irritou um pouco. O personagem principal divaga no tempo, então o leitor tem que prestar muita atenção para não perder a ordem dos fatos. Esse jeito com que ele expõe a vida de Sean as vezes confunde o leitor.

  Talvez por causa dessa "divagação não especificada" toda ou por falta de explicações ficou algumas pontas soltas, mais sobre o porquê de tais coisas terem acontecido.

  Como está na orelha do livro (portanto, não é spoiler) há dois personagens, Lance e Carrie, que jogam Forte Itália (o RPG criado por Sean) e, "quando decidem levar o jogo pra vida real, ocorre uma tragédia". No processo que nosso kiridinho tem que responder por causa dessa tragédia é que ele relembra toda a sua vida. Senti falta de um maior espaço pra esse casal de jogadores, sobre o que aconteceu com eles; é como se o autor tivesse jogado eles lá só pra colocar mais envolvidos na narrativa e simplesmente não desse a devida importância.
  Quanto ao final, não gostei. A explicação sobre a lesão já não foi lá essas coisas, aí vem esse desfecho e explode com tudo (sentido negativo da coisa).

  Basicamente, Wolf In White Van tinha tudo pra dar certo, mas creio que houve uma falta de planejamento por parte do autor. Um livro que não prendeu minha atenção em quase nenhum momento.

  Em relação à edição, a capa é simplesmente maravilinda *-* As folhas são grossas e amareladas, a letra está em ótimo tamanho, o livro é dividido em duas partes, totalizando 17 capítulos. Ah, e durante a narrativa temos uma "explicação" (não muito boa, mas pelo menos teve) sobre o título também.
 
 

  E aí, leitores, alguém já ouviu falar ou leu esse livro? O que acharam?

  Beijos e fiquem de olho porque daqui a pouco tem  mais resenhas *-*

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