20 de junho de 2016

Resenha do Livro: Sob a Pirâmide

  Olá leitores, tudo bem com vocês?

  Aqui é a Aline e hoje trago resenha de mais um livro solicitado em parceria com o divo do GER ~suspiro~ <3 A pérola da vez é o Sob a Pirâmide, primeiro livro da trilogia O Juiz do Egito, do autor ~egiptólogo do meu core~ Christian Jacq *-*


Sinopse: Ao ser convocado para investigar as mortes misteriosas de cinco vigilantes sob o grande túmulo de Quéops, a esfinge de Gizé, um jovem, inteligente e incorruptível juiz novato vê-se jogado em um viveiro de ganância e corrupção. Sua recusa em assinar um documento que não parecia fazer sentido o leva a descobrir uma trama monstruosa para assassinar o faraó Ramsés, o Grande. Com a ajuda de seu irmão de sangue e de uma bela jovem médica por quem é apaixonado, ele luta para expor a verdade, resolver uma série de assassinatos brutais e frustrar uma tentativa descarada de golpe de Estado. Mas será ele capaz de sobreviver no processo?

  Bem, pra quem não sabe, ou pra quem já esqueceu, eu amo o Egito <3 Peguei esse amor não só por ter uma cultura vasta e maravilinda, mas também porque um livro abordando sua mitologia foi o que me fez tomar gosto pela leitura (veja um post especial sobre aqui). Quando eu vi um livro sobre o Egypt no catálogo de books que poderia solicitar ao Grupo, pirei. Aí quando notei que era do Christian Jacq, famoso egiptólogo que possui inúmeros livros super premiados, fui correndo pedi-lo à editora com medo de que acabasse o estoque hahaha 

  Mesmo já tendo ouvido falar no autor, com muita vontade de ler algum dos seus livros e ainda por cima possuindo um na estante, esse foi a primeira obra que li dele. Confesso que fui com minhas expectativas lá no alto e acabei me frustrando um pouco.


  Em primeiro lugar, gostaria de ressaltar um ponto positivo aqui: a linguagem usada pelo autor, que eu chamaria de "peculiar": simples e detalhista ao mesmo tempo. Em algumas cenas ele gosta de detalhar a ação, mas temos mais especificações em outras coisas. A linguagem é fluída, sim, mas o vocabulário não é tão simples assim.
  
  O autor faz uso de um vocabulário "complicado": na verdade, vamos dizer que Jacq gosta muito de descrever o preparo dos mais variados tipos de receitas com termos provavelmente desconhecidos (de alimento ou medicamento, por exemplo). O autor cita cada elemento usado no preparo de determinada coisa. Mas, Aline, isso não é chato? Ao contrário: achei muito interessante. Como a cultura egípcia (tanto real quanto no contexto da história) é diferente da minha, por exemplo, achei super legal saber os componentes que moldam o cotidiano dos egípcios (não sei se eles realmente fazem como aparece no livro, mas, de qualquer maneira, é interessante). Além disso, geralmente, quando aparece alguma palavra mais ingrediente, né não? mais complicada, ou temos uma nota de rodapé ou o próprio contexto nos dá uma luz haha Isso, é claro, amplia ainda mais nosso próprio vocabulário e conhecimento.


  Temos também algumas formas verbais diferentes: desculpem-me a ignorância, mas agora não me lembro do nome dessas formas. Pra vocês saberem do que estou falando, é algo parecido com: contar-lhe-ia (lhe contaria). Não se preocupem, porque não é a todo o momento que o autor faz seu uso. Sei que não é um bicho de sete cabeças, mas, como não havia lido um livro que usasse em nenhum momento essa forma, foi uma sensação estranha no começo, mas nada que prejudicasse a leitura.
 
  Um ponto negativo é o fato de haver palavras não usuais sem explicação: em algumas raras ocasiões, houve termos estranhos não explicados nem durante a narrativa nem em notas de rodapé. O leitor, nesse caso, tem duas escolhas: ou continua lendo como se nada tivesse acontecido ou então dá uma procurada na internet ou no dicionário. Esta última opção é uma boa pedida pra aumentar vocabulário e tals, mas confesso que, como não prejudicava muito, fiquei mais com  a primeira haha

  Agora em relação à minha frustração e o principal ponto negativo do livro. Bem, na sinopse, pelo menos pra mim, ficou parecendo que o livro ia abordar mais o mistério que qualquer outra coisa: o protagonista tomando conhecimento do caso, investigando, tentando solucionar, coisa e tal. Mesmo tendo outras situações ocorrendo, o mistério estaria lá o tempo todo. No entanto, creio que a maior parte do foco do livro foi na rotina do protagonista como juiz e na sociedade em que o mesmo estava inserido. Me deu a sensação de que o mistério todo ficou como pano de fundo e o autor deu mais ênfase em outras coisas do que no que pensei que seria o tema central, resgatando vez ou outras o "filho perdido".

  Mesmo tendo me decepcionado com relação à esse enfoque na sociedade, foi muito divertido ver as relações entre as pessoas e como as coisas funcionavam. Meio que temos um contraste: mistério/acontecimento "anormal" versus rotina normal. Além disso, durante a narrativa vamos tomando conhecimento da personalidade de cada um dos personagens e notando sua evolução: dale, ponto positivo. Mesmo sendo nomes um pouco diferentes, depois de um tempo o leitor tende a se lembrar hahaha

  Também adorei como já devem ter percebido as notas de rodapé, o mapa Egypt <3 e também as referências à cultura egípcia (mais implícitas), como à alguns deuses, culinária, costumes, etc e ao próprio Egito como cenário. 


  Sob a Pirâmide é um livro de 334 páginas que eu esperava dar uma maior ênfase no mistério, sendo que talvez isso não ocorreu justamente por ter uma continuação, mas ainda assim penso que devia ter tido mais espaço pra essa parte da trama.

  Em relação ao design, mesmo a imagem da capa não sendo tão chamativa, a Bertrand Brasil está de parabéns pela linda edição. Essa letra roxa da capa e da contracapa ficou divina, as folhas são amareladas e a letra tem uma ótimo tamanho, e o mapinha... não precisa repetir, né? *-*

  Então por hoje é isso leitores... Já ouviram falar desse livro? Leriam?
   
  Beijos e até a próxima mi amores <3

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