8 de junho de 2016

Resenha do Livro: Os Afogados e os Sobreviventes

  Olá leitores, tudo bem com vocês?

  Aqui é a Aline e finalmente, depois de um tempo, trago post novo weeiii :P Desculpem-me por ter ficado um tempo sem postar; acontece que meu computador estragou e não conseguia digitar pelo celular. No entanto, se tudo der certo e seu meu pc não bugar de novo, o blog vai voltar às atividades normais. Fiquem de olho que resenharei vários livros por esses dias =)

  O livro de hoje é Os Afogados e os Sobreviventes - Os Delitos, os Castigos, as Penas, as Impunidades, de Primo Levi, judeu nascido na Itália que foi deportado pro campo de concentração de Auschwitz, onde permaneceu até o fim da guerra. O autor é mais conhecido por sua primeira obra, intitulada de É Isto Um Homem?, famosa no mundo todo.

  Na verdade, ele é descrito na sinopse como sendo um livro que responde à algumas pontas soltas do outro, mas afirmo que, se lido individualmente (como eu fiz), é compreendido da mesma maneira.

 

Sinopse: Primo Levi retoma sua reflexão sobre o campo de extermínio nazista 40 anos depois de ter escrito o primeiro livro sobre o Holocausto. O Holocausto, as deportações, os trens, as câmaras de gás e seis milhões de judeus realmente existiram. Faz pouco mais de meio século. Não é possível que isso se repita, nem mesmo sob diferentes roupagens, interesses e alvos. Este é o ponto principal do que este livro tem a dizer. Os Afogados e os Sobreviventes traz a reflexão de Primo Levi sobre o dia a dia de Auschwitz, a disciplina cega dos SS, os milhões que tiveram seu futuro negado pelo simples fato de nasceram judeus. O autor italiano revisita aqui sua primeira obra e, com maturidade crítica, busca respostas para perguntas que durante anos martelaram em entrevistas ou no senso comum: por que vocês não fugiram? Por que não se rebelaram? Um registro fundamental para que as novas gerações conheçam e entendam o que foi o holocausto e com isso nunca permitirem que a história se repita.

  O livro é composto de uma forma simples: prefácio, oito capítulos e conclusão. Durante a narrativa, o autor vai explicando um pouco sobre o cotidiano no campo de concentração, como se sentia, como percebia as pessoas à sua volta, porque alguns prisioneiros faziam o que faziam e além disso vai quebrando aquelas perguntas tabus descritas na sinopse. Quando se lê, depois de anos de dúvida sobre o porquê dos judeus não terem fugido (já que eram em maior número) e etc, a resposta parece tão óbvia a ponto do leitor parar para rever seu conceitos sobre determinados assuntos. 

  Outra coisa que achei muito interessante é a forma como Levi aborda assuntos derivados com tanto conhecimento, mesmo não sendo especialista em determinados temas, de uma forma tão natural. No primeiro capítulo, por exemplo, ele traz alguns conceitos da psicologia de uma maneira simples que serve de introdução para o tema do capítulo. Às vezes dava para sentir uma angústia palpável do autor, revisitando momentos tão dolorosos de sua vida.


  A linguagem não é tão fácil do começo até mais ou menos a metade, que é a parte da narrativa onde há aqueles termos mais específicos (como de psicologia; exemplo acima), mas depois de um tempo o leitor tende a se acostumar com o fluxo da história. Não diria que se precisa ver todas as palavras num dicionário, já que o autor as explica pelo contexto.

  As palavras específicas que citei acima são de especialidades diferentes, mas, além destas, há termos em outras línguas, principalmente em alemão. Mas, Aline, vou precisar ficar procurando a tradução dessas palavras? Não, leitores, o autor também cuidou disso: quando não há a respectiva tradução em notas de rodapé, as mesmas são dispostas durante a narrativa ou ainda entendidas pelo próprio contexto.


  Há também citações de Primo a outros autores que abordam o mesmo assunto e em algumas ocasiões trechos de suas obras, mas com um diferencial: Primo acorda ou discorda e logo depois explica o porquê.

  Com certeza, esse livro de 167 páginas é um ótimo recurso pra fazer a sociedade atual entender melhor o que aconteceu nos campos de concentração e também de extermínio e, com isso, cumprir seu objetivo: fazer "as novas gerações [...] nunca permitirem que a história se repita."
 

  E aí leitores, alguém já havia ouvido falar desse livro ou do autor? Leriam?

  Espero que tenham gostado. Beijos e até a próxima *-*

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