6 de agosto de 2015

[Sense8] - Pra expandir a Grade de Séries

  Matéria nova, finalmente! Ainda sobre as estreias da Summer Season 2015 - porque esse assunto tem muito o que falar - não poderia deixar em branco de maneira alguma a estreia e genial aposta da Netflix para o período, Sense8, produzida e criadas pelos irmãos Andy e Lana Wachowski, conhecidos pela famosa e bem sucedida franquia Matrix, e por títulos como A Viagem e O Destino de Júpiter.
  E falando em termos de Netflix, não podemos esperar nada menos do que uma super produção, elenco talentoso e diverso, fotografia impressionante e roteiros bem pensados, cenas muito bem dirigidas e o pacote todo pra fazer dos títulos da emissora sucessos certos. Orange is The New Black, Grace e Frankie e House of Cards falam por si só, não é mesmo?

  Já não bastasse a honraria de um selo Netflix, ou a mão dos Wachowski no comando, ainda contamos com um roteiro impressionante e fantástico, muitas vezes confuso, mas que pra um bom insistente que aceite superar um piloto maçante e lento, entretanto não menos do que bom, vai se surpreender com a beleza e a quantidade de diálogos culturais, políticos e ideológicos que a série é capaz de proporcionar ao decorrer de 12 episódios, lançados todos de uma vez há poucos mais de dois meses.
  Nos deparamos com oito personagens situados ao redor do mundo todo, em quase todos os continentes, que de alguma forma estão conectados por meio de visões e situações telepáticas, visuais, auditivas e presencias que rompem quaisquer leis da lógica. Com isso, os sensates, assim chamados, conseguem compartilhar diversas experiências sem nem sair de casa, algo bem propaganda de filme da sessão da tarde ou do programa da Xuxa. Desse modo, podem usar as habilidades uns dos outros quando estiverem necessitando ou conectados por algum tipo de emoção. A cena épica do episódio 4 mostra todos os personagens envolvidos de alguma forma com a mesma música, What's Up do 4 Non Blondes, e foi uma sequência realmente linda.
  Entretanto, a primeiro plano os episódios podem ser poucos explicativos se você for uma pessoa desatenta ou que odeia coisas "viajosas" e até mesmo psicodélicas. O não entendimento e a confusão são bem comuns, porém acobertados pelo ótimo trabalho no envolvimento dos dramas pessoais que circundam a série e pela vontade enorme de conferir mais um episódio.
  Quantos aos personagens, é fácil perceber a dimensão das diferenças entre eles, mas mesmo assim unidos por um propósito: identidade. Sim, Sense8 se fundamenta numa busca do eu próprio de pessoas tão sozinhas e totalmente juntas. De frente para um casamento indesejado, um conflito familiar com o pai abusivo ou o sentimento de solidão que corrói o interior. Sense8 ensina a ser altruísta, ensina como todos nós podemos chegar a sermos apenas um, literalmente.
  A Nomi, por exemplo, na verdade era Michael e tem que lidar com uma mãe preconceituosa que não aceita o nome social da sua filha após a mudança de sexo. Fora isso, ainda lidamos com temas como racismo, machismo, homossexualidade, identidade de gênero, diferença de classes, aparência social, divergências entre mundo desenvolvidos e outros não, religiões, comportamentos, culturas, criminalidade, drogas, sexo... ufa! E muitos outros, capazes de fazer você implorar por mais.
  Além de tudo, Sense8 é uma ficção emblemática, misteriosa e um tanto original quanto a sua visão de mundo.
  Sense8 é, sem dúvida alguma, uma das melhores séries do ano.
  Por isso mesmo Leitores Forever indica sem dúvida alguma.

-Fabinho Rodrigues

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