4 de agosto de 2015

Imersão e Caleidoscópio - Contos de Nina Spim

  Tenho grande prazer em resenhar estes dois contos da Nina Spim, não apenas por ela ser uma talentosa escritora nacional, mas especialmente por Nina ser uma pessoa tão gentil e carinhosa que conheci por meio de nossos blogs e que acabou se tornando uma grande amiga. 
  Os contos em destaque estão inscritos no concurso Brasil em Prosa, uma parceria entre a Amazon e o jornal O Globo, com patrocínio da Samsung, sendo que os participantes têm de escrever até 6 mil caracteres. Vamos então prestigiar a escrita da Nina! 

  Começando com Imersão, temos um convite para conhecer o emocional do companheiro de Lou, uma jovem mulher que convive há anos com a depressão. Como lidar com a fragilidade da esposa? Com uma linguagem tremendamente poética, somos envolvidos num conto que retrata o amor e a dor, ambos preenchendo o relacionamento do casal. Entre as minhas passagens favoritas, sem dúvida está a seguinte. 
Os minutos correm, vagarosos. Agradeço por isso. É bom estar de volta, sentir que quase tudo está no lugar. Lou é meu lar, uma extensão de quem sou. Sei, quase cosmicamente, quando há algo errado. Infelizmente, cheguei atrasado demais dessa vez. Mas não é tarde demais.

  Assim, ao invés de contar uma história feliz, com um clímax ardente, este é um conto que trata da tristeza, da tentativa de superação falha, do silêncio e da escuridão. Entretanto, ainda expressa esperança, sinceridade e, o mais forte sentimento de todos, o amor verdadeiro. Desta forma, eu encaro que, mesmo se tudo não ficar bem, ficará, pois os dois amantes têm um ao outro.

  Já em Caleidoscópio, a reflexão fica acerca da nossa visão do mundo como um todo. Inicialmente, nos defrontamos com uma introdução poética que nos incentiva a usar a emoção para compreender o que nos cerca, questão que me relembrou os filósofos que discutiam se o conhecimento verdadeiro advinha do que era apreendido por meio das sensações ou da razão (ou algo do tipo, não me recordo com precisão).
Se quer aprender sobre as janelas para o mundo e sobre confiança, feche os olhos. Sinta, não veja. Confie no seu instinto, não no que está a sua frente. Quem muito vê enxerga somente aquilo que lhe é conveniente.

  Somos então apresentados a uma personagem feminina, Júlia, que recorda fatos de sua infância com Daniel, um amigo cego. Trechos inocentes nos revelam a descoberta da menina de como Daniel encarava o mundo, enxergando pelo lado de dentro
 - Infinito, Júlia. Eu sou infinito. O Universo é extenso, mas é apenas o que você pode ver. Existe um infinito bem maior dentro da gente.
  Como nota final, enfatizo mais uma vez a sensibilidade e leveza das palavras da Nina. Eu não devo entender os contos da mesma maneira que você, já que são histórias subjetivas, mas creio que de qualquer forma é possível obter uma mensagem a partir deles, uma mensagem íntima e que não pode ser roubada de nós. Deixo o convite para você ler o conto por si mesmo e apoiar uma autora que tem um grande futuro pela frente. Ambos estão disponíveis gratuitamente na Amazon, basta ter uma conta no site para baixá-los.


Se gostar da leitura, não deixe de conhecer as redes sociais da Nina Spim:

2 comentários:

  1. Oi, Cris!

    Ahhhhh, MUITO OBRIGADA! <3
    Adorei imensamente a sua opinião! Mal consigo expressar a minha gratidão por saber que gostou de ambos os contos! *-*

    Love, Nina.

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  2. Uau, Cris. Que trechos esses que eu li! A Nina é uma autora fantástica, disso eu já sabia, mas esses trechos me deixaram boquiaberta. Pretendo ler sim, mesmo que não goste de nada do gênero, porque fui fisgada. Caraca, que incrível!

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