15 de novembro de 2014

Resenha da HQ: Persépolis


Sinopse: 
  Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita, apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
  Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.


  Já não é a primeira vez que eu leio uma história em quadrinhos com um tema histórico. A outra que li foi Maus (resenha aqui), e como adorei resolvi arriscar em Persépolis, que já tinha visto em sites de compras virtuais. Confesso que não comecei este livro com grandes expectativas, pois achava muito difícil que fosse gostar tanto de Persépolis quanto de Maus. Enfim, vamos à resenha.
  A capa do livro é bem bonita. Gosto bastante desse tom de vermelho, meio salmão, meio rosa, meio laranja. A forma como os personagens foram caricaturados nos quadrinhos também é agradável, e as cenas são representadas de uma maneira bem criativa, sendo todas em preto e branco. Enfim, esteticamente é um livro bonito.
  Sobre a história em si, ela é bem focada na história da vida de Marjane, desde quando era criança até o início da idade adulta. Mas o que se destaca é o contexto, que reflete o que acontece no Irã naquela época (acredito que entre 1980, quando Marji tinha 10 anos, até a década de 1990). Em 1979, houve a Revolução Islâmica no Irã, que derrubou o Governo do Xá, que era um rei que estava ocidentalizando o país. Instaurou-se então uma República Teocrática dos Xiitas (fundamentalistas islâmicos antiocidentais), que era muito autoritária e agressiva, tendo decepcionado aqueles que clamavam por mudanças. Já em 1980, com a ascensão de Saddam Hussein no Iraque no ano anterior, começa a Guerra Irã-Iraque. Estes acontecimentos importantes são retratados no livro sob o ponto de vista de Marji, ou seja, de uma criança comum.


  Os pais de Marjane eram contra esse novo governo, tendo participado de algumas manifestações contra ele, sendo que a garota sempre queria ir junto com eles. Ela era muito engajada nessas questões. Na escola que frequentava, ela costumava ir contra as regras impostas pelo governo e acabou sendo expulsa. Por mais algumas razões, já na adolescência, ela foi morar na Europa, sem os pais.
  Eu já estava me empolgando para falar mais coisas, mas percebi que seria um spoiler danado. Então, resumindo, Persépolis é uma autobiografia de Marjane Satrapi, que quando adulta, tornou-se artista. Também li que a autora escreveu sua história para mostrar aos amigos tudo pelo que passou, dos momentos que esteve no fundo do poço até quando superou essa fase.


  Apesar de tudo, eu me sinto um pouco perdida em relação ao título do livro. Eu tentei de todas as formas, mas não entendi qual a relação dele com o livro, pois só há um capítulo com esse nome, e ainda não entendi nem porque aquele capítulo se chama Persépolis. Se alguém souber, me explique nos comentários, porque eu realmente estou curiosa para saber.


  Para finalizar, indico este livro tanto para quem tem interesse por história e quer conhecer um livro contextualizado com o assunto, como também para aqueles que simplesmente gostam de HQs e gostariam de ler algo diferente de heróis versus vilões.
  Só mais um detalhe: há um filme sobre o livro Persépolis no YouTube. Deixo aí o link do trailer e o link do filme para quem se interessar, mas eu mesma confesso que não assisti hehehe.

#ahbemsério, por SHE

Um comentário:

  1. Oi Cris, tudo bem??
    Comecei à ler Persépolis há um tempo mas não concluí a leitura. Eu estava achando o livro bem legal, mas infelizmente o livro era da biblioteca do colégio, eu me enrolei pra ler e tive que devolvê-lo.

    Beijos,
    Rafa-Eu + Livros
    www.eumaislivros.com.br

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