
Sinopse: 1841. Solomon Northup
(Chiwetel Ejiofor) é um escravo liberto, que vive em paz ao lado da esposa e
filhos. Um dia, após aceitar um trabalho que o leva a outra cidade, ele é
sequestrado e acorrentado. Vendido como se fosse um escravo, Solomon precisa
superar humilhações físicas e emocionais para sobreviver. Ao longo de doze anos
ele passa por dois senhores, Ford (Benedict Cumberbatch) e Edwin Epps (Michael
Fassbender), que, cada um à sua maneira, exploram seus serviços.
O filme 12 Anos de Escravidão é baseado em uma história real, o que o torna ainda mais chocante, pois é duro e cruel imaginar que um homem livre de uma hora para outra é tornado escravo, sendo explorado e maltratado. Ou melhor, mesmo que Solomon não fosse livre, a condição escrava é extremamente desumana e inaceitável.
Este
tipo de filme, apesar de todos sabermos que a escravidão era um mal terrível –
e continua sendo, pois em muitos lugares as pessoas ainda são exploradas
indireta ou explicitamente –, traz à tona mais uma vez tal tema: a escravidão.
E apesar deste assunto já ser bastante discutido, sempre é bom que haja uma
nova divulgação na mídia, como é o caso de um filme de grande repercussão. Só
para que não esqueçamos, por assim dizer.
Sobre Solomon,
ele é um pai de família, negro, de classe média – foi o que me pareceu. Também
é um tanto culto, pois tocava violino. Este talento lhe proporciona algumas
vantagens durante o período em que é escravo. Seu primeiro dono, Ford (Benedict
Cumberbatch, que também interpreta Sherlock Holmes na série da BBC), lhe dá um
violino, já que Solomon - ou Platt, como passam a chamá-lo – teve uma ideia que
contribuiu para reduzir os custos de transporte na fazenda. Diante desse
destaque dado ao negro, outro funcionário da fazenda, branco, manifesta seu
ódio a Platt e tenta matá-lo. Então, Ford vende Platt para mantê-lo longe deste
seu inimigo. Porém, não chega a libertá-lo, como seria o justo. Nisso
percebe-se que, apesar das boas intenções de alguns Senhores de
Escravos, eles não abriam mão de sua propriedade.
Escravos, eles não abriam mão de sua propriedade.
Solomon/Platt vai trabalhar em outra fazenda, onde seu novo dono, Edwin Epps (Michael Fassbender), é muito mais cruel e violento. Nesta fazenda também vive Patsey (Lupita Nyong'o, vencedora do Oscar), que é desejada pelo dono, mas que a trata violentamente. Ela, inclusive, chega a pedir que Platt a mate, pois não aguenta mais sofrer. Em um desses momentos de sofrimento, Edwin obriga Platt a chicotear Patsey, mas ele não quer fazer isso. Então, o próprio dono passa a chicoteá-la cruelmente. É uma cena incrível, porém forte. Neste ponto parabenizo o ator Michael Fassbender, que interpretou seu personagem com muito realismo.
Outro destaque é a trilha sonora, muito bem escolhida. Gosto especialmente das cenas em que os escravos cantam, seja enquanto trabalham ou no enterro de um escravo morto.
[Off] Uma crítica que tenho é em relação ao Brad Pitt. Ele participou da produção do filme e no final, interpreta um “homem bonzinho” que ajuda Platt. Sei lá, só achei que ele entrou no filme como um “salvador da Pátria”, o que me pareceu desnecessário.
Enfim, apesar disso o filme é excelente, até chorei...
Afinal, é angustiante ver tamanha injustiça cometida pelos homens.
Como prova do reconhecimento do filme, destaca-se a sua indicação ao Oscar em 8 categorias, tendo vencido três: Roteiro Adaptado, Melhor Atriz Coadjuvante (Lupita Nyong'o) e Melhor Filme.
Se ainda não viu, eu recomendo muito que veja urgentemente, pois é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos.
Trailer
#ahbemsério, por SHE

Oi Cris!
ResponderExcluirO filme parece ser mesmo demais, eu gosto bastante desse gênero.
Valeu pela dica ;)
Beijos
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Pois é, ele superou minhas expectativas e acredito que você também irá gostar.
ResponderExcluirOi, Cris. Não assisti o filme ainda, mas me parece ser muito bom. Eu queria muito ler o livro.
ResponderExcluirSabe que eu não estou muito animada para ler o livro... São tantos na lista para ler hehehe
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