11 de outubro de 2014

Resenha do Livro: Alexandre e Outros Heróis


Sinopse:  "Alexandre e Outros Heróis" traz histórias folclóricas sobre heróis e grandezas - todas elas inverossímeis. Nelas, Graciliano une o real ao imaginário, cabendo ao leitor demarcar a fronteira entre outros territórios.

  Bem, na verdade esse livro reúne três obras do escritor brasileiro, sendo ela Histórias de Alexandre, A Terra dos Meninos Pelados e Pequena História da República. Na verdade eu tive que ler esse livro para fazer uma prova sobre ele na escola, e como já devo ter dito (na verdade nem precisaria dizer), odeio ler um livro por obrigação. Isso já me deixa com muito receio. Aí é um clássico nacional. Não sou preconceituosa com a literatura do nosso país, tanto que acho que os livros dos novos autores nacionais vêm se superando cada dia mais. É que eu não gosto muito dos clássicos mesmo, devido à seu difícil entendimento, pois a língua é aquelas de antigamente, totalmente diferente das de hoje em dia. Já tinha ouvido falar muito no autor, mas nunca me interessei em suas obras. Essa foi a primeira que "li", e talvez a única que vou resenhar.
  Bem, vamos ir por partes. Como já disse, o livro é a união de três obras, por isso vou falar especificamente de cada uma, pelos seus respectivos nomes.
  Histórias de Alexandre foi, vamos assim dizer, uma chatice no começo, mas depois percebi que não era tão ruim (lembrando que odeio ser obrigada, por isso devo ter odiado o livro no começo). Nessa obra temos sempre os seguintes personagens: Alexandre, Cesária (mulher de Alexandre), Das Dores (sobrinha do casal), Firmino (um cego "preto"), Gaudêncio (Curandeiro) e Libório (cantador de emboladas). Cada acontecimento totalmente impossível, cada um mais absurdo que o outro, todos mentirosos se tornou irritante em certo ponto. Isso melhorou aos poucos, porque algumas histórias eram engraçadas, mas outras totalmente chatas. Além disso, Alexandre era um "tipo" totalmente idiota, tipo: Firmino questionava a autenticidade de uma de suas histórias, ele ficava bravo, dizia que estava chateado pois o cego não acreditava nele, aí todos pediam para ele voltar a contar, ele ficava um tempão dizendo que não queria, daquele jeito teimoso insuportável, para depois voltar a contar. Cesária foi uma das melhores personagens, com o único papel de concordar, defender e salvar o marido. Firmino foi o meu preferido: ele sempre questionava alguma ponta solta que Alexandre deixava, evidenciando as mentiras que estavam sendo contadas. Gaudêncio, Libório e Das Dores não tiveram muuuita importância.
  A Terra dos Meninos Pelados foi uma história muito original, na minha opinião. Não sei se entendi totalmente a mensagem que ela queria transmitir, mas creio que sim. Aqui, há um garoto careca chamado Raimundo, com um olho preto e outro azul. Todos os meninos se escondem dele, e sempre perguntam o porquê dele não ter cabelo, o que o deixa triste. Por ser solitário ele imagina um mundo onde todos são iguais, carecas e com um olho de cada cor. Lá ele conhece todas essa pessoas, e todas se tornam seus amigos. Foram poucas páginas muito bem aproveitadas pelo autor, que conseguiu transmitir bem uma mensagem (não sei se foi esse o objetivo dele, ou se há alguma mensagem, mas consegui compreender do meu jeito uma).

  Pequena História da República é o que o nome diz: o autor conta em uma linguagem mais "compreensível" uma história geral do Brasil. Não li essa parte do livro toda, pois não ia cair na prova que iria ter, mas de minha parte achei super entediante.

  Resumindo: o livro não superou nenhuma das minhas expectativas; já esperava um livro desinteressante. Mas como tudo tem um lado positivo, nesse caso foi A Terra dos Meninos Pelados e só.


  Espero que tenham gostado :D

  Alguém aí já leu? O que achou? Comente aí ;)

4 comentários:

  1. Já li um outro livro desse autor: Vidas Secas; gostei bastante desse. Neste livro fala-se sobre a vida de Fabiano e sua família, que são pobres fugindo da seca. Há uma reflexão sobre a condição de "homem" de Fabiano, porque ele é muitas vezes tratado feito um "bicho", e chega até a crer que assim o é.
    :)

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    1. Gostei da sinopse desse, quem sabe se no futuro não o leia :)

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  2. Já li a obra, como já estudei "Vidas Secas" me apaixonei pela narrativa de Graciliano Ramos. Certo dia, ao passar por esses sebos que ficam na rua, dei de cara com "Alexandre e outros heróis", o encantamento não foi diferente, e hoje, estou trazendo ela, a obra, para um trabalho da faculdade.
    Aline, meu anjo, desculpe! Mas, na frase: "Bem, vamos ir por partes." será que nessa frase será preciso ser revisada. "Vamos" e "ir" torna-se redundante. ou não? Bjs. (Depois apaga esse comentário)

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    1. Oie Deise, tudo bem?
      Que bom que gostou do livro haha pelo que me lembro não foi umas das minhas melhores leituras.
      Ah, e em relação à frase, me dê um desconto hahaha na época eu tinha 13 anos e Língua Portuguesa não era nem de longe uma matéria pela qual eu tinha apreço hahaha
      Beijos =D

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