19 de setembro de 2014

Resenha do Livro: Primeiro Amor

   

  O livro Primeiro Amor foi escrito pelo americano James Patterson e publicado no Brasil no ano de 2014. Na realidade ele não foi escrito só pelo James, porque ele contou com a ajuda da Emily Raymond também. Acho que o nome dele acabou saindo como o principal para dar mais Ibope, mas vai saber, né? O que vale mesmo é a qualidade do livro e a obra em si, não quem a escreveu.

  Mas só para comentar um pouquinho do autor, para quem não sabe, o James Patterson já vendeu mais livros do que Dan Brown, Stephen King e John Grisham juntos. Isso mesmo, esse cara já vendeu mais livros do que esses três reis da literatura moderna juntos. Na verdade ele já escreveu mais de 90 livros, alguns deles em séries, como a série Alex Cross (a mais conhecida dele), a série Private e a série Clube das Mulheres Contra o Crime, mas acontece que, se você considerar que o Stephen já publicou mais de 40 romances, o Dan Brown vendeu mais de 50 milhões de cópias do Código da Vinci e o John escreveu mais de 25 livros, dá para perceber que ele realmente já vendeu MUITO, né? Eu fiz uma pesquisa antes de escrever essa resenha, e vi que o James Patterson assinou um contrato em 2009 para escrever 11 livros adultos e 6 livros para adolescentes, e nesse contrato ele recebeu US$150 milhões de dólares. Tadinho dele.


  De qualquer forma, como eu ia dizendo sobre o livro Primeiro Amor, ele foi escrito com a autora Emily Raymond e, segundo um pequeno prefácio no livro, a história é real. Eu acho que foi a Emily que viveu essa história e resolveu escrever para fazer com que ela se eternizasse e, sério, ela conseguiu, pelo menos para mim. Quem conhece ou já leu algum livro do James Patterson sabe que a “praia” dele é mais o romance policial, e é por isso que eu acho que quem realmente escreveu esse livro foi a Emily, porque o livro Primeiro Amor é um romance romântico e, para dizer a verdade, foi um dos melhores romances que eu já li em minha vida – e olha que eu já devo ter lido uns 50 romances românticos. 

  Eu comprei esse livro no Aeroporto de Ribeirão Preto e li metade dele durante minha viajem para Belo Horizonte. Depois de fazer a matrícula na faculdade, Universidade Federal de Ouro Preto, eu voltei para BH e terminei o livro na viajem de volta de lá para Ribeirão. Eu poderia argumentar que eu terminei rápido assim porque o livro é pequeno – e ele é mesmo, tem 230 páginas com 54 capítulos, mas na realidade o que aconteceu foi que o livro me envolveu, muito.

  O livro é narrado pela narradora personagem Axi Moore, uma menina certinha, estudiosa e, de certa forma, independente. Ela trabalhava como babá e guardava seu dinheiro, e além disso, ela vivia sem a mãe desde quando sua irmã mais nova morreu de câncer. Segundo ela, sua mãe resolveu fugir e esquecer que tinha outra filha, ainda viva. Para finalizar, o pai de Axi era um alcoólatra.

  Logo no prólogo do livro Axi nos apresenta Robinson, um grande “amigo” seu. Por enquanto, isso foi tudo o que ela falou para nós sobre ele, e também sobre ela mesma. Nessa breve apresentação ela já diz que queria fugir de casa e viver uma aventura. Sim, é uma loucura mesmo. Ela convida Robinson para viajar pelos EUA, fazendo com que eles perdessem as três semanas de aula e ela reprovasse em física avançada. Eu achei que ele não ia aceitar, mas eu só achei isso porque eu ainda não sabia quem era o Robinson. 

  Um dia depois eles estavam roubando uma moto super foda – não me lembro qual moto era – e partindo para os destinos que Axi tinha traçado em seu plano. Meio contraditório dizer que uma menina certinha, estudiosa e blá-blá-blá estava roubando uma moto e resolvendo fugir de casa, mas sério, talvez você pense nisso porque você ainda não conhece o verdadeiro Robinson. E aliás, para deixar claro esse assunto, a Axi queria viajar o país de ônibus. Foi o Robinson que recusou isso e resolveu “pegar emprestado” aquela moto. 

  Foi nessa parte do livro que a narradora, Axi, foi nos contando aos poucos o que ela e Robinson já tinham passado. Foi nessa parte que ela começou a realmente nos apresentá-lo de verdade, e foi nessa parte que ela começou a dar indícios de que gostava muito de Robinson – se é que você me entende. As brincadeiras dos dois são de duas pessoas apaixonadas, dois adolescentes loucos um pelo outro. A maneira como ela narra seus sentimentos, seus medos e suas preocupações é tão real, tão clara, que você acaba se identificando com Axi logo no início do livro. Ela narra de uma maneira livre, despreocupada. Em certa parte do livro, quando ela está falando algo sobre Robinson – não me lembro muito bem o que , ela se contradiz e, no próximo parágrafo, tudo que ela falou foi: “Não ria de mim!”. Como se estivesse interagindo com nós, leitores, e isso é muito bacana. Eu admiro muito pessoas que conseguem essa interação e esse envolvimento. Stephen King consegue fazer isso muito bem, e nesse livro essa autora também conseguiu.

  De qualquer forma, Axi e Robinson começam suas aventuras pelo país a fora, do jeitinho deles, com Robinson cada vez mais conquistando Axi e ela, cada vez mais, se deixando levar. Mudando por ele, com ele. Ela deixa de ser a garota medrosa e tímida para “aproveitar a vida” sem ter medo das consequências. Acho que é um romance que todos deveriam ler. Eu, que sou um fã incondicional de Nicholas Sparks, acho que esse romance ganha de vários dos dele. Eu sinceramente acho que todos deveriam ler esse livro. É um livro lindo, com um final emocionante – eu só não posso dizer se é emocionante por ser triste ou alegre. Isso, é claro, vocês terão que descobrir.

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