28 de setembro de 2014

Resenha do Livro: O Restaurante no Fim do Universo


  O Restaurante no Fim do Universo é o segundo livro da série O Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Para conferir a resenha do primeiro livro, O Guia do Mochileiro das Galáxias, clique aqui.
  Nesta nova aventura, nos deparamos novamente com Arthur Dent, Ford Prefect, Zaphod Beeblebrox, Trillian e o robô depressivo Marvin. No entanto, agora a história já está mais introduzida e se desenvolve melhor do que no primeiro livro.


Essa introdução é incrível demais *-*
  Esta história começa em seguida ao fim do
último livro (o que quero dizer é que não há um intervalo de tempo entre ambos), quando Arthur, sem querer, concentra os esforços da nave Coração de Ouro para a produção de chá de qualidade. Isso prejudica a proteção da nave, que é atacada.
  Depois de se salvarem (caramba, isso não é um spoiler, é óbvio que eles se salvariam), Zaphod (o ex-presidente da galáxia que roubou esta nave provida de uma nova tecnologia: um gerador de Improbabilidade Infinita) vai parar no planeta Beta da Ursa Menor, sede da editora d’O Guia do Mochileiro das Galáxias e uma espécie de Mônaco Galáctica.
  Já no meio do livro, todos os quatro se reúnem novamente e vão parar no Restaurante no Fim do Universo, que dá nome a obra. Sim, o restaurante está localizado nos últimos instantes de existência do Universo (para chegar lá, faz-se uma viagem no tempo) e esta foi a minha parte preferida do livro:


O Restaurante do Fim do Universo é um dos acontecimentos mais extraordinários em toda a história dos restaurantes. Foi construído a partir dos restos fragmentários de um planeta em ruínas que se encontra fechado numa vasta bolha de tempo e projetado em direção ao futuro até o exato momento preciso do Fim do Universo.

Muitos diriam que isso é impossível.
Nele, os fregueses sentam-se nas mesas e comem suntuosas refeições enquanto contemplam toda a criação explodir à sua volta.
Muitos diriam que isto é igualmente impossível.


  Assim, no decorrer do livro são apresentadas mais algumas aventuras – bem mais individuais do que coletivas. De certa forma, isso me desagradou um pouco, pois a história se focava demais em alguns personagens em certos momentos, e parecia esquecer de contar o que ocorria com os outros. Por isso, durante o meio do livro – assim como o primeiro da série – tudo parecia muito cansativo e eu esperava ansiosamente por respostas. Afinal, no livro anterior ficou em aberto a questão sobre qual “A grande pergunta”. Para entender isso, saiba que foi criado um computador para descobrir qual a resposta sobre A Vida, o Universo e Tudo Mais. A resposta encontrada foi “quarenta e dois”, o que não faz sentido, ou melhor, não entende-se o sentido. Então, foi criado “outro computador” – estou me corroendo para não dar um spoiler desgraçado – para encontrar qual a pergunta.

  Enfim, temos apenas um pequeno avanço sobre esta questão em O Restaurante no Fim do Universo, especialmente no capítulo 33, que eu amei do início ao fim.

  De qualquer maneira, o saldo geral do livro é positivo, apesar de seus altos e baixos. Mais uma vez ele é repleto de humor, crítica social e filosofia – ou melhor, reflexão. A saga continua me cativando e este segundo livro despertou muito minha curiosidade sobre os próximos, que prometem ser incríveis.

P.S: Um professor me contou uma história fantástica que aconteceu com um amigo dele, também professor. Esse homem estava fazendo a chamada da classe quando se deparou com um aluno novo, chamado Douglas. Coincidentemente, seu sobrenome era Adams. Assustadoramente, seu número da chamada era 42. OOOOH.

#ahbemsério, por SHE

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