15 de agosto de 2014

Resenha do Livro: Se Eu Ficar

  O livro Se Eu Ficar foi escrito pela americana Gayle Forman e publicado primeiramente nos EUA, em 2009. Ele foi publicado no Brasil pela Editora Novo Conceito em Agosto de 2014, já foi adaptado para o cinema, e vai ser lançado aqui dia 4 de Setembro desse mesmo ano.

  É um livro legal, e também bastante diferente. Eu não me lembro de ter visto um livro com essa ideia, a ideia de uma pessoa em coma contando uma história. Em coma, como se estivesse acordada e vendo tudo que está acontecendo em sua volta. Acho que o filme “E Se Fosse Verdade?” conta uma história com essa mesma ideia, pois a mulher não sabe que está em coma, mas age como se estivesse bem e saudável, além de uma pessoa conseguir ver ela. Em Se Eu Ficar é diferente, desde o início ela sabe que não está bem. Aliás, ela não sabe se está morta ou viva, e ninguém vê ela, a Mia.


  De qualquer forma, o livro conta a história de Mia. Logo no início, a família se envolve em um acidente de carro – e sim, ela também estava no carro.  Logo depois do acidente, Mia “acorda”. Quer dizer, ela acha que acorda. Ela ainda estava na cena do acidente e vê os corpos de seu pai e sua mãe mortos e horrendos no interior do carro. Ela se faz várias vezes a pergunta: “Eu estou morta?”. Ela não sabe a resposta até quando a ambulância chega e a levando para o hospital. O irmãozinho dela, o Teddy, também estava no carro, mas ela ainda não havia descoberto o que tinha acontecido com ele. Ela já sabia que os pais tinham morrido e, embora isso seja horrível de se descobrir, não demonstra tanta tristeza assim – acho que porque está mais preocupada em saber como seu irmão estava e em saber o que estava acontecendo. 

  Como esse acidente acontece logo no início do livro, a narradora personagem, Mia, vai fazendo flash back`s ao longo do livro. Em um mesmo capítulo ela vai nos contando e dizendo o que está acontecendo com ela e com seu corpo depois do acidente, além de contar algumas história do que havia acontecido antes disso. É a partir dessas histórias que descobrimos como eram seus pais e seu irmão, além de sua amiga Kim e de seu namorado Adam.  

  O livro é muito legal para aqueles que gostam de música, porque a Mia tocava violoncelo e o Adam era cantor de uma banda de rock, a Shooting Star. É muito legal as histórias dela com Adam, dela com sua família e dela com Kim, mas às vezes fica meio cansativo. Para dizer a verdade, a parte principal do livro, que é o que acontece com Mia depois do acidente – pelo menos para mim é a parte principal – é narrada muito objetivamente. Acho que é por isso que o livro tem só 190 páginas. A edição da Novo Conceito tem 240 páginas porque tem entrevista no final do livro com os dois atores do filme que vai ser lançado mês que vem. O livro é um pouquinho curto e por isso acho que não deu tanto tempo para eu me envolver totalmente com a história. Acho que também não me identifiquei muito com a narradora-personagem. Eu gostei muito dos pais dela, mas eles são personagens secundários na história. 

  É depois que uma enfermeira diz para os avós de Mia que é ela quem decide se irá acordar ou não que ela começa se perguntar exatamente isso: Será que eu fico e acordo ou não? Vale dizer que ela tinha acabado de descobrir que seu irmãozinho também tinha morrido no acidente de carro. Eu não estou acabando com a história, não se preocupem. É depois que a enfermeira diz isso, e depois de Mia descobrir que tinha perdido toda sua família, que o nome do livro entra em ação, pois ela se pergunta: “E se eu ficar?”.

  É nesse momento que o romance entra em jogo. Mia ainda tinha Adam e seus avós, além disso, ela ainda tinha a música. Quem será que vai curar ela? A música, o amor, a família que resta à ela ou ela mesma? Se for ela, será que ela vai decidir ficar ou não?

  É um livro muito original e autêntico. A escrita não é a que eu mais gosto (primeira pessoa e a história é narrada no presente), mas ela se desenvolveu muito bem. Foi o primeiro livro que eu li dessa autora, e para mim ela escreve melhor que alguns outros que fazem mais sucesso que ela, como o John Green por exemplo. Mas apesar disso, acho que o livro é um pouco curto e não muito emocionante, como eu esperava que fosse. A história não deixa de ser muito boa e bem original, assim eu indico para todas as pessoas, principalmente as que gostam de música, porque a história fala MUITO sobre música. Acho que opiniões contrárias a minha podem surgir, porque muitos leitores podem se sentir muito influenciadas emocionalmente com a história contada, mas acho que é sobre isso que a literatura é feita, com diferentes interpretações, imaginações e opiniões.

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