18 de agosto de 2014

Resenha do Livro: O Teorema Katherine



  Depois de ler o livro A Culpa é das Estrelas, resolvi arriscar e ler O Teorema Katherine. As vezes, o fator que mais atrapalha a vida de um leitor assíduo como eu é a ansiedade e a expectativa depositada no livro. Esse livro é bom, porém faltou algo para me conquistar... Vamos a resenha para todos entenderem.

  Quem nunca se perguntou por que os relacionamentos são tão complicados? Colin Singleton não se conteve em só se questionar, ele botou na cabeça que tinha que descobrir, através de um teorema, porque seus supostos namoros com 19 Katherine's foram para o ralo.

  Depois de tomar mais um fora, ele resolve (junto com seu amigo Hassan) embarcar em uma viagem de carro, mais conhecido como Rabecão de Satã, carregando seu caderno onde anotava freneticamente todos os dados para descobrir o que leva uma pessoa a ser um "terminado ou terminante".

  A história é narrada pelo próprio Colin, explanando seus namoros com as 19 "Kathy's".
"O teorema se baseia na validade do meu antigo argumento de que o mundo contém, precisamente, dois tipos de pessoas: Terminantes e Terminados. Todo mundo está predisposto a ser um ou outro, mas, obviamente, nem todos as pessoas são Terminantes ou Terminados COMPLETOS".
Os pais de Colin (sempre preocupados com ele) descobrem que um dia ele poderia ser um possível garoto prodígio; aos dois anos de idade seu pai teve essa constatação, quando ele leu um trecho de jornal, mas tempos depois (mesmo sabendo de tudo) ele não conseguia entender porque suas "Kathy's" sempre terminavam com ele.
"Eu não conseguia ouvir mais nada no mundo além de você. E naquele momento, estava tão frio e tão silencioso... E eu te amava tanto. Agora está calor e muito quieto de novo. E eu ainda te amo..."
  Hassan, sempre bem humorado, embarca com ele em uma viagem e, durante a aventura, eles avistam um placa dizendo que era o túmulo do arquiduque Francisco Ferdinando, e ao perguntar informações sobre onde ficava este lugar, o nome Gutshot é indicado para eles, o sotaque arrastado dos moradores do Tennessee é evidenciado no livro.

  Ao chegar ao seu destino, eles se encaminham até uma loja e conhecem a garota Lindsey Lee Wells, e tudo começa a mudar na vidas dos dois conhecendo os habitantes da pequena cidade, mas a todo momento Collin está pensando nas Katherine's e recordando cada momento em que passou com elas, tentando achar um resultado para o seu teorema.
"Amar alguém ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela."


  O Teorema Katherine é um livro que tinha tudo para ser legal, por se tratar do autor John Green, e por seus livros estarem sempre em evidência em várias prateleiras, porém a leitura desse livro de somente 285 páginas se arrastou por 4 dias, tempo demais para um livro tão pequeno, e vou explicar o motivo.

  Em alguns momentos, o diálogo de Collin e seu amigo Hassan se tornava arrastado e chato, algumas vezes ficava "engraçado", mas isso me desagradou, e parei em vários momentos a leitura.

  Minha curiosidade em saber o final da história me motivou a continuar, e Lindssey foi o elemento essencial para dar equilíbrio a história. 
  Outro detalhe que me deixou contrariada foram os cálculos que em alguns momentos se apresentavam no livro, e como eu tenho uma aversão a matemática, vou ser sincera que nem prestei muito bem atenção nessas partes, as notas explicativas abaixo da página em alguns momentos tornaram a leitura cansativa.

  O livro em si tem seus pontos positivos para os fãs de John Green, as enrascadas que eles se metem nessa viagem maluca de carro é um exemplo, mas também é só isso.

  Mas para mim esse livro restringiu o público pelas suas particularidades.

  Incentivo a todos a lerem e tirarem suas próprias conclusões a respeito da história, a capa do livro é bem interessante e diante de tudo isso no final conseguimos enfim descobrir todo o mistérios de forma simples e conclusiva como um livro deve ser.

  Bjim 
  Quesia Melo

2 comentários:

  1. Eu tinha adorado esse livro quando li, possivelmente pelo fato de adorar matemática e finalmente encontrar um livro "normal" que fale dessa área. Eu ainda tive outro motivo para gostar do livro; foi o fato de conhecer dois nerds que se encaixavam perfeitamente com os personagens principais (heueheuheueh), o que conferiu um ar divertido a leitura, pois eu vivia "vendo" as cenas do livro na minha cabeça com esses meus amigos no lugar dos personagens.
    Enfim, gosto é gosto, mas para mim esse foi o livro de John Green com que mais me identifiquei.
    Só um detalhe, não gostei muito do final, achei decepcionante, até que percebi que outro final ficaria pior ainda.

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  2. Me custa acreditar que o livro seja bom, já vi diversos blogueiros e canais literários falando muito mal desse livro... :-? De qualquer maneira, já li vários livros do John Green e parece que todos tem a mesma fórmula sabe? Tipo Nicholas Sparks rs

    Parabéns pelo blog! (h)

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