23 de julho de 2014

Texto: Ser Humano



  Certa vez eu vi um filme chamado “A Invasão”, onde alienígenas assumiam o controle dos humanos, mantendo, contudo, as características pessoais, as lembranças e laços. O que mudava? A violência, o ódio, o rancor... Todo o lado ruim do ser humano desaparecia, seria um mundo sem guerras, sem fome, sem tristeza. As emoções seriam totalmente controladas, quase nulas, o pensamento, antes algo divergente, se tornaria coletivo, todos viveriam pelo bem maior de todos, não haveria individualidade. Por um momento, se poderia pensar que isso é algo bom, porque resolveria a maioria dos problemas da humanidade já tão sofrida, já tão cansada de ter que lutar contra pessoas mais fortes, mais altas. Seria só por um momento, porque o que nos difere realmente de uma matilha é que podemos pensar, temos o famoso livre-arbítrio, podemos escolher por quem torcer em um campeonato e isso, diga-se de passagem, não tem nada a ver com razão, e sim com emoção. Podemos escolher em quem votar, mesmo que seja para cometermos os mesmos erros e votarmos, senão nas mesmas pessoas, nos mesmos ideais. Podemos decidir ter um filho ou um cachorro, há quem opte por ter os dois ou nenhum. Podemos escolher o que queremos ser, ou então, podemos simplesmente não sermos nada. O que nos torna tão singular é, e sempre será, o poder de fazermos nossas escolhas. Escolhas estas que, ao mesmo tempo em que nos tornam únicos, nos põe no ranking universal em primeiro lugar de seres desprezíveis. Somos capazes de matar por causa de um nada, somos capazes de vender a justiça, de condenar inocentes, de desprezar os diferentes, capazes de trair a confiança de quem nos ama. Então surge a dúvida: O que fazer? Qual o melhor uso dessa capacidade de escolher, de ir e vir, de ter ou não ter? Se há alguém que tenha a solução, então, por favor, se manifeste, ou não, se cale eternamente. Devemos esperar até que alienígenas venham para então nos robotizar, ou vamos usar nosso cérebro para voltar ao início de tudo e rever nossos erros, mudar nossos caminhos, atitudes e pensamentos? Ser humano é tudo que eu sei ser, entretanto, estou disposta a reaprender alguns passos, senão todos, para que minhas escolhas me tornem melhor do que eu mesma já fui. Podem deixar, eu sei, eu realmente sei que nada é fácil na prática, que dizer que eu vou usar minhas escolhas de uma maneira melhor é extremamente fácil, e que difícil será por as ideias certas nos ideais. Todavia, eu quero continuar a Ser Humano. E você?

Por: Jackelline Costa

4 comentários:

  1. Muito show. Um texto muito criativo e cheio de verdade. Parabéns.

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    1. Ele foi inspirado em nossas questões reais do dia a dia, obrigado pelo incentivo.:)

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  2. amei o texto e a mensagem que ele carrega, será que poderíamos ser melhores do que já somos ou o rótulo que a sociedade nos impões é melhor que caráter? eu prefiro o caráter.... ameiseu blog <3

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    1. Obrigada Giovani. Se começarmos em nós mesmos a mudança, daqui a pouco contagiaremos mais e mais.

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