1 de julho de 2014

Entrevista com o autor parceiro Maciel Tavares

     

Bom leitores, outro dia eu fiz uma parceria com o Maciel, e postei a resenha do livro Rewrite: A História de Kenny e Bee. Então, como estou fazendo com todos os parceiros do Blog, vou postar agora uma entrevista que fiz com ele. Confiram:

1-   Como surgiu a ideia do livro?

Rewrite foi criado com elementos vindos de várias outras obras. Uma delas foi a academia, inspirada em um colégio futurista de uma revista da série Starcraft. Até hoje, aquela foi a única revista da série que li, de forma que nem conheço a história. Já a aparência de Matthew é inspirada no personagem Asari, da Marvel. Kenny e Bee surgiram em um sonho que tive uma certa vez, bem como os seus nomes. Este sonho foi o impulso para a criação do Universo de Rewrite.



2-   Como foi produzir uma obra como essa?

Bem, Rewrite está longe de ser o primeiro livro que eu escrevo, embora seja um dos primeiros que publiquei. O produto inicial era um deste. Como já disse, a base inicial dele não era detalhadamente planejada, mas sim, coisas que vi em um sonho, onde eu assumia o papel de Kenny e vivia o início do primeiro capítulo. Dar segmento ao livro era continuar o sonho, dizer o que viria a seguir. Anicia Aguilera, colaboradora e claro, a pessoa que mais amo nesse mundo, foi fundamental nesse processo. Ela lia todos os capítulos assim que saiam e dizia o que tinha achado, ajudando valiosamente na revisão, e ela se apaixonou pelos personagens, principalmente pelo Bee, e seu infinito amor e paciência pelo irmão mais velho. A partir daí, não se tratava mais somente de dizer como o sonho continuava, mas sim, de dar esse sonho a ela.



3-   Como você se sentiu quando finalizou o projeto?

Não costumo dizer que meus projetos estão finalizados completamente quando termino de escrevê-los. Ainda que não haja uma intenção inicial de dar continuidade a eles com novos livros, nunca se sabe quando algo nos fará mudar de ideia. Mas aconteceu algo curioso no fim de Rewrite. Minha colaboradora simplesmente não queria que o final do livro fosse aquele que havia sido planejado desde o início, que é o que antecede o prólogo. E relendo o livro, também imaginei que seria crueldade termina-lo daquela maneira, além de encerrar qualquer possibilidade de uma continuação da saga. Então, depois de uma semana, escrevi o prólogo, como um final definitivo dos fatos. Estou estudando a possibilidade de continuar a saga. Vamos ver!



4-   Qual foi a sensação de ver seu trabalho sendo lançado?

Minha editora foi um achado e tanto. Dado que eu não tinha condições financeiras de investir na publicação do livro como ele realmente merece, comprando exemplares para revenda em lojas e livrarias, ela foi uma mão na roda. A venda está estabelecida, por enquanto, somente na internet, como impresso e como e-book, e querendo ou não, em pleno século XXI, na era da internet, vender na web pode ser tão rentável quanto vender na rua, então, também é um caminho. Mas, se fechar a publicação de um livro (que foi meu sonho desde criança) é muito bom, mais ainda é poder finalmente colocar as mãos no seu livro, publicado, sentir o cheiro do papel e ver as suas palavras ali. É uma alegria indescritível, pela qual sempre vale a pena lutar! Sempre e sempre!



5-   Já está trabalhando em outros projetos?

Sempre. Atualmente, trabalho no quarto livro da Saga Furacão, que ainda não está publicada, mas em breve também estará disponível, e outro, que nesse momento é a minha menina dos olhos. Trata-se da história de um professor e sua relação de empatia com um aluno, para quem dá aulas particulares, e que não recebe a atenção e o amor dos pais como deveria, buscando no professor esse amor, e deixando-o sem saber o que fazer. Um dilema muito comum para professores em início de carreira, e que estou escrevendo com base em experiências e histórias reais que ouço em minha faculdade. Sou estudante do terceiro ano de Pedagogia, na Unesp.



6-   Que conselho você deixaria para quem está começando?

Leia. A escrita é um talento que não se desenvolve somente por tentativa e erro, mas também por influência. Leia muito, mas leia o que gosta. Crie uma biblioteca de formas de escrever e receitas que deram ou não deram certo. Conheça como os grandes fazem. Esse é o primeiro passo. E depois, idealize. Como são os livros que gostaria de ler? Como esses livros são escritos? Respondidas essas perguntas, o escritor iniciante já sabe como deve começar e já terá desenvolvido seu estilo próprio de escrita. Lembrem-se: Não se trata de tentar escrever como os grandes escrevem, mas saber com o que você se identifica na literatura, e com o que não se identifica, e usar isso de base para desenvolver um método próprio. Esse é um processo não linear, mas progressivo, e que deve sempre estar sendo seguido pelo escritor, e auxiliando seu desenvolvimento.



7-   Qual a melhor forma de escrever? Em primeira ou terceira pessoa?

Tanto nesse quanto em outros aspectos, não há uma fórmula pronta para se escrever bem. Cada escritor precisa desenvolver a sua própria maneira de fazê-lo.

Rewrite foi escrito na primeira pessoa, pois, na cena inicial essa era a melhor maneira de revelar as sensações de Kenny sobre as coisas que aconteciam, e era a forma mais útil para esse tipo de história, já que o conto se dava todo em torno de Kenny, o protagonista. Mas quando você tem uma narrativa mais complexa que abordará histórias e destinos de um número maior de personagens, talvez seja melhor o uso de terceira pessoa. Depende bastante do livro que será escrito e do estilo de escrita do autor.



8-   Vai haver um segundo livro da Saga Rewrite?

Ainda não tenho certeza, mas o mais provável é que sim. Se houver, começarei a escrever no próximo semestre, e estará disponível para a venda no fim do ano.

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