
Os dados que constatam a afirmação do
título da matéria são relativos à Pesquisa Produção e Vendas do Setor
Editorial Brasileiro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da
Universidade de São Paulo (FIPE/USP), sob encomenda da Câmara Brasileira
do Livro (CBL) e do Sindicato dos Editores de Livros (SNEL), divulgada
nesta terça-feira (22/07), na sede do CBL, em São Paulo. O levantamento
abrange os segmentos básicos do setor do livro: o mercado (editoras,
livrarias e outros pontos de venda) e o governo (que compra das editoras
por meio de programas, como o Plano Nacional do Livro Didático – PNLD).
Segundo a pesquisa, as editoras
brasileiras venderam ao mercado 279,66 milhões de livros, em 2013,
representando um aumento de 4,13% em relação aos 268,56 milhões de
exemplares de 2012. Já as vendas de exemplares ao governo tiveram
crescimento de 20,41%. Em 2013, foram 200,30 milhões de exemplares ante
166,35 milhões em 2012. Quanto ao faturamento, o crescimento nominal do
setor editorial brasileiro, considerando mercado e governo, em 2013,
foi de 7,52%, com R$ 5,35 bilhões. Esse percentual significa um
crescimento real de 1,52%, considerada a variação de 5,91% do IPCA em
2013. Entretanto, desconsideradas as compras feitas pelo governo, o
crescimento nominal foi de 5,90%. Ou seja, considerada a variação do
IPCA de 5,91%, as vendas ao mercado não sofreram alterações positivas ou
negativas, dado que o crescimento real foi de 0%.
Sobre a função da pesquisa em si, a
presidente da CBL, Karine Pansa, enaltece sua realização anual, pois para
ela, é fundamental para a compreensão do mercado, seu aperfeiçoamento e
desenvolvimento. Em suas palavras “Com os dados levantados, é possível
visualizar as tendências, dimensionar melhor a produção e trabalhar de
modo mais eficaz para cumprir a meta prioritária de disseminar a leitura
e ampliar o acesso ao livro no País”, observa Karine Pansa. “Outro
fator importante da pesquisa deste ano foi o grau de sucesso alcançado
no número de respostas emparelhadas, permitindo alto grau de
confiabilidade ao comportamento do mercado”, destaca a presidente da
CBL. “A comparação entre o desempenho do setor editorial, a cada ano,
permite analisar tendências e resultados. É importante conseguirmos
enxergar qual dos segmentos está obtendo melhores resultados, qual o
canal de distribuição está crescendo, qual a área temática está com
tendência de crescimento ou de queda”, comenta Sônia Jardim, presidente
do SNEL.
Fonte: Livraria Feira do Livro

Ainda não é o ideal, mas o cenário da leitura no Brasil vem melhorando. Espero que um dia tenhamos um país de leitores.
ResponderExcluirM&N | Desbrava(dores) de livros - Participe do nosso top comentarista de julho
Pois é... todos nós, leitores, esperamos que um dia todos leiam livros, não por obrigação, mas sim por gosto... Beijoss :)
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