Sinopse: O olhar é um exercício que exige tempo. Se não houver dedicação ao
enxergar, as transformações podem passar despercebidas. O escritor
alemão Ernst Theodor Amadeus Hoffmann (1776-1822) soube mostrar a
diferença entre “olhares” no conto “A Janela de Esquina do Meu Primo”,
lançado pela Cosac Naify.
O texto publicado postumamente, no mesmo ano de sua morte, apresenta pontos semelhantes à vida do autor, mas não é claramente autobiográfico. Inédito no Brasil, é narrado pelo homem que visita a casa do primo, um escritor inválido e recluso em seu apartamento no centro de Berlim. Os dois passam o dia na janela descrevendo e analisando os fatos e as pessoas que transitam por uma feira. As cenas dão um roteiro de cinema.
O texto publicado postumamente, no mesmo ano de sua morte, apresenta pontos semelhantes à vida do autor, mas não é claramente autobiográfico. Inédito no Brasil, é narrado pelo homem que visita a casa do primo, um escritor inválido e recluso em seu apartamento no centro de Berlim. Os dois passam o dia na janela descrevendo e analisando os fatos e as pessoas que transitam por uma feira. As cenas dão um roteiro de cinema.
Escrito pelo alemão E.T.A. Hoffmann, o livro se passa
em apenas uma tarde, quando um menino(sem nome) visita seu primo escritor em
Berlim, na esquina em frente a praça do mercado... Além de escritor, Hoffmann foi
musicólogo, trazendo ao livro muitas citações como, por exemplo na primeira frase
do livro, para caracterizar o primo escritor: "Meu pobre primo é atingido
por destino similar ao do conhecido Scarron" (Scarron, assim como Hoffmann e
a personagem do livro, sofre de uma paralisia progressiva, o que não o impediu de
seguir com a escrita, ao contrario da personagem). Um fato interessante é que
Hoffmann, em vida, realmente morou em um apartamento cuja única janela dava uma
visão direta a praça do mercado e sofria do mesmo mal que a personagem do
livro, o que deu espaço a teorias que dizem que Hoffmann se dividiu em duas
partes, uma significando o desejo de ser livre, seu estado astral(o menino
que, antes de chegar à casa do primo, passa por entre as varias barracas da
praça); a outra
significando sua paralisia, seu estado corporal(o primo escritor que, ao ter seu
corpo preso, teve sua mente liberta).
Por: Gustavo Pitanga


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Dê sua opinião sobre o assunto discutido acima :D